A ideia não é exatamente inédita, desde que "A Bruxa de Blair" (99) alimentou os sonhos dos diretores do cinema independente de conseguir emplacar um filme de baixíssimo orçamento e fazer alguns milhões de lucro, além de conseguir aquela visibilidade que dinheiro algum compra, mas que significa na prática a oportunidade de assumir projetos mais ambiciosos, e quem sabe, um espaço entre os grandes.
Atividade Paranormal custou apenas 15 mil dólares e até agora, com sua exibição apenas nos EUA já rendeu mais de 91 milhões de dólares, nada mal para Oren Peli, um diretor iniciante que com uma câmera na mão, filmou um script criado por ele mesmo, com meia dúzia de atores e pouquíssimos efeitos especiais.
A ideia era de dar a impressão de uma filmagem caseira e até mesmo os letreiros do início do filme estão lá com a única finalidade de reforçar a impressão de que o que vemos aconteceu de verdade.
O roteiro conta a história de um casal de San Diego que vem enfrentando um problema inusitado, todas as noites, quando dormem, são acordados por barulhos, passos, batidas e sons estranhos que sugerem a presença de mais alguém na casa, mas eles nunca encontram ninguém, nem nada que possa ser a origem da perturbação.
Micah (Micah Sloath), decide então comprar uma boa câmera para registrar e tentar descobrir o que está acontecendo, deixando-a ligada a noite toda no quarto.
A namorada, Katie (Kathie Feathersthon), que já viveu anteriormente problemas parecidos, não acha essa uma boa ideia e convida um médium (Mark Fredrichs) para dar uma olhada na casa e tentar solucionar o problema, mas ele se revela incapaz disso e ainda adverte os dois de que as coisas podem piorar muito se não procurarem a ajuda de um especialista.
Claro, que tudo vai piorando e piorando até um desfecho terrível.
Assustador em alguns momentos, o filme ganhou sua fama principalmente no "mouse-a-mouse" em um burburinho crescente criado na rede, o que levou uma exibição limitada a poucos cinemas do circuito alternativo, para o grande circuito, onde continua faturando alto.
Mas, sinceramente, não vá ao cinema esperando muito, senão irá se decepcionar.
Com estreia oficial no Brasil agendada para o dia 04 de Dezembro, o filme já está com algumas sessões de pré-estreia acontecendo em alguns cinemas.
domingo, 8 de novembro de 2009
Prepare-se para os sustos de Atividade Paranormal
sábado, 7 de novembro de 2009
Michael Jackson's This is It (This is It - 2009)
Ele ficou 10 anos longe dos palcos, mas já se preparava para voltar, Michael Jackson ensaiava aquela que seria a sua turnê de despedida.
Uma despedida em grande estilo, como todos sabem, "This is It" não chegou a acontecer e pelo que se vê no filme seria o maior e mais impressionante show que o artista faria em sua longa carreira que durou 45 anos.
O diretor do show Kenny Ortega filmou tudo, a preparação de cada número musical, com bailarinos, filmagens de background e todos os efeitos especiais que a tecnologia colocou a disposição do entretenimento, incluindo impressionantes técnicas de 3D.
O resultado é a sensação de que estamos vendo o show, claro que sem os figurinos e como todo ensaio, com Michael muitas vezes fazendo apenas a sugestão de sua incrível movimentação, mas para um bailarino como ele, só a sugestão do movimento já é suficiente para deixar as platéias extasiadas.
Falando em sugestão, cai também por terra a noção de que Michael tinha pouca participação no resultado final daquilo que nos acostumamos a ver nos palcos, sempre em um tom de voz doce, ele faz sugestões aos músicos, bailarinos, atores, diretor... enfim, tudo no show é resultado de sua visão e de seu conhecimento do mundo em que passou quase a vida inteira, o palco era o seu território.
E não há muito espaço no palco para vida pessoal, ou qualquer outro detalhe que ajude a compreender melhor o personagem, aquele que havia conquistado com suas muitas excentricidades, um espaço permanente em todos os tablóides sensacionalistas do mundo.
Mas não é ele que sobe ao palco, como se tivesse uma segunda personalidade, o homem quieto e tímido com apenas um fiapo de voz quando conversa com os membros de sua equipe, se torna um monstro e mesmo quando apenas sugere os movimentos que faria, não há como deixar de olhar para ele.
O registro de Kenny Ortega, que provavelmente seria usado como extra no DVD oficial do show remonta habilmente cada uma das canções com versões de dois ou três ensaios diferentes.
Também é muito interessante ver as filmagens que fariam parte do cenário, como em "Smooth Criminal", em que Michael contracena com Rita Hayworth em Gilda e foge de bandidos liderados por Humphrey Bogart e, é claro, o remake do video clipe de "Thriller" executado parte em vídeo 3D, parte no palco, com direito a famosa coreografia com os zumbis, são pequenas amostras daquilo que deixaria no público pronto para ir até Londres, com a certeza absoluta de ter presenciado o maior espetáculo da terra.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Produtora de Hollywood quer filmar história que ainda não terminou
Depois da crise econômica, as produtoras de cinema parecem estar tentando recuperar o tempo perdido. A Mandalay Pictures comprou os direitos de uma história que ainda nem está concluída.
A ficção científica "Machine Man", está sendo escrita online por Max Barry e só será publicada em livro em 2011 pela Vantage Books.
O futuro livro conta a história de um engenheiro cansado de viver uma vida comum, como um homem normal e que ninguém nota, quando tem a ideia de fazer melhorias no próprio corpo e ao invés de ir até a academia, como as pessoas comuns fazem, resolve o problema substituindo partes de seu corpo por próteses construidas em titânio, por ele mesmo.
O mais interessante é que "Machine Man" é um experimento literário de Barry, está sendo revelado aos leitores, uma página por dia e costuma aceitar as sugestões que recebe, isso significa que é provavel que ninguém, nem a própria Madalay, sabe como a história termina.
O filme já tem produtores Peter Guber e Cathy Schulman , mas nem diretor, nem elenco foram definidos.
Segundo Schulman, que já está desenvolvendo o projeto, Barry "é uma das vozes mais inovadoras da ficção de hoje. Max escreveu uma história que deve agradar muito aos "web geeks" e a todo mundo que curte um suspense."
Aliás, a obra de Barry está se provando bastante "cinematográfica", "Company" foi adquirido recentemente pela Universal que está preparando sua adaptação para as telas ao lado da produtora Shady Acres e "Jennifer Government" já está nas mãos da Warner, em um filme que já tem o envolvimento de George Clooney e do diretor Steven Sodebergh.
Se você, como eu, ficou curioso com o livro, escrito online, pode conferi-lo no site http://maxbarry.com/machineman/
PS: E por falar em livros que são desenvolvidos aos poucos online, estou escrevendo um destes, o segundo, em meu outro blog Contos do Jardim Secreto.
A Chave, é uma história de amor com toques de Alquimia, que mostra ainda o lado "mágico" da nossa vida diária.
Também ainda não está concluída, mas terá mais um capítulo postado ainda nesta semana, confiram!










