Um história estranha da vida real inspirando um filme perturbador que causa uma sensação crescente de horror, assim é "Foxcatcher".
Mark Schultz (Channing Tatum) é um atleta com uma medalha de ouro olímpica conquistada em 1984, na luta greco-romana em seu currículo.
Mesmo assim, ele não tem muitos horizontes na vida, mas acaba encontrando uma nova esperança de ganhar outra medalha nas Olimpíadas de 1988, quando é convidado pelo bilionário John du Pont (Steve Carell) a entrar para no time, que ele patrocinará e treinará em sua imensa propriedade na Pensilvania, a fazenda Foxcatcher.
O convite parece bom demais para ser real, mas logo Mark começa a ver que as coisas por lá estariam muito distantes daquilo que ele esperava encontrar. A recusa inicial de seu irmão Dave Schultz (Mark Ruffalo), é apenas mais uma das frustrações do atleta, que aos poucos vai se perdendo, enquanto sua ingenuidade, não permite que perceba que está lá apenas como mais uma das muitas excentricidades de um homem tão rico, quanto doente.
O John Du Pont que Steve Carell constrói diante de nossos olhos é mesmo um ser estranho demais para ser ficcional e mesmo atrás da maquiagem pesada, consegue passar toda a dimensão de sua relação de amor e ódio com a mãe autoritária e doente (Vanessa Redgrave), que deveria servir para acender todos os alarmes, caso ele não fosse mais um daqueles seres humanos que se transformam em virtualmente intocáveis, graças ao seu poder econômico.
Quando finalmente Dave Schultz é convencido a participar da equipe Foxcatcher, Mark já se perdeu completamente e o bilionário, depois da frustração de todos seus delírios de grandeza olímpica, reage mostrando enfim sua verdadeira face.
O diretor Bennett Miller conta mais uma história poderosa da vida real, como já tinha feito com Capote (2005) e O Homem que Mudou o Jogo (2011).
Foxcatcher chega aos cinemas brasileiros no dia 22/01. Confira o trailer do filme.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Foxcatcher: Quando a vida real consegue ser muito mais estranha do que a ficção
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Drika Maraviglia
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sábado, 17 de janeiro de 2015
O Hobbit 3 - A hora da despedida
E finalmente aquele momento que todos os admiradores da obra de JRR Tolkien tanto esperavam chegou. É um momento de despedida para um público que aprendeu a amar a Terra Média e seus habitantes, mas ao mesmo tempo, é o capítulo final de uma longa saga cinematográfica, que chegou muito perto da perfeição que os ávidos leitores dos livros esperavam.
Digo chegou muito perto porque, no momento do anúncio da decisão de dividir "O Hobbit", um pequeno livro de apenas 300 páginas em três longos filme com mais de duas horas cada um, não foram poucas as vozes que se levantaram contra, afinal, ninguém queria ver filmes esticados, em que nada, ou quase nada acontece, apenas para que o formato trilogia fosse mantido.
E se os dois primeiros hobbits não explicitaram muito essa dificuldade de encaixar em mais de 6 horas um material que caberia muito bem em menos de 3 horas de filme, coube ao último capítulo essa função nada honrosa.
É claro que aqui não estou criticando uma das características mais interessantes de todos os seis filmes de Peter Jackson, nunca tive nada contra as longas tomadas mostrando a beleza natural dos cenários neozelandeses, filmadas de longe, enquanto nossos queridos personagens da Terra Média se movimentam de um lugar para outro, além de um respiro, no meio de tantas cenas de guerra e destruição, as tais cenas tornaram-se uma assinatura da série, junto com a música arrepiante de Howard Shore que toma os alto-falantes, emocionando os fãs.
Digo chegou muito perto porque, no momento do anúncio da decisão de dividir "O Hobbit", um pequeno livro de apenas 300 páginas em três longos filme com mais de duas horas cada um, não foram poucas as vozes que se levantaram contra, afinal, ninguém queria ver filmes esticados, em que nada, ou quase nada acontece, apenas para que o formato trilogia fosse mantido.
E se os dois primeiros hobbits não explicitaram muito essa dificuldade de encaixar em mais de 6 horas um material que caberia muito bem em menos de 3 horas de filme, coube ao último capítulo essa função nada honrosa.
É claro que aqui não estou criticando uma das características mais interessantes de todos os seis filmes de Peter Jackson, nunca tive nada contra as longas tomadas mostrando a beleza natural dos cenários neozelandeses, filmadas de longe, enquanto nossos queridos personagens da Terra Média se movimentam de um lugar para outro, além de um respiro, no meio de tantas cenas de guerra e destruição, as tais cenas tornaram-se uma assinatura da série, junto com a música arrepiante de Howard Shore que toma os alto-falantes, emocionando os fãs.
Mas falo sobre a inclusão de personagens extras, como a elfa Tauriel (Evangeline Lilly) e alguns outros recursos para "encher espaço" na tela, coisas que parecem ter sido atribuídas a participação de Guillermo del Toro, como co-autor da roteiro adaptado e que não foram lá muito bem aceitos pelo público fiel da saga.
Se no eletrizante final de "O Hobbit 2: A Desolação de Smaug" (2013), vemos o grupo de anões liderado por Thorin (Richard Armitage), na perspectiva de que o terrível dragão Smaug ataque a cidade do Lago e sua população, que os ajudou e abrigou, este terceiro capítulo começa com impressionantes cenas de destruição.
Mas todos sabemos que depois de muita luta, o dragão é derrotado e, assim, Thorin recupera Erebor e suas câmaras cheias de ouro, um tesouro que o enlouquece e desperta a cobiça de todos os que ficam sabendo sobre a morte do monstro.
E enquanto exércitos de homens, elfos e anões se aproximam, forças bem mais sinistras preparam-se para atacar. Embora uma boa parte do filme seja uma longa guerra de diferentes criaturas por um imenso tesouro, existem cenas em que ainda nos pegamos torcendo por personagens como Galadriel (Cate Blanchet), que em seus poucos minutos de tela enfrenta os terríveis "Espectros do Anel" e por Legolas (Orlando Bloom), que mais uma vez reaparece com sua agilidade de personagem de videogame, em cenas de tirar o fôlego.
E em um filme com longas e intrincadas cenas de batalha, não há muito que o personagem mais importante da trilogia possa fazer e Bilbo Bagins (Martin Freeman), tem pouco tempo na tela, embora sua participação na trama continue crucial.
O final enche os olhos de lágrimas e deixa os fãs da série ressentidos com a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywod que esnobou"The Last Goodbye", interpretada por Billy Boyd (Peregrin Took), nas indicações ao Oscar 2015 de melhor canção.
Uma apresentação ao vivo, na grande noite de gala do Cinema, seria uma chance de despedir-se ainda mais adequadamente de uma saga que sempre fará parte de nossas vidas. É uma pena, mas o filme conseguiu apenas 1 indicação ao Oscar de Melhor Edição de Som.
Confiram o clipe oficial da música "The Last Goodbye"
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Drika Maraviglia
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Divulgado trailer do último capítulo da saga "O Hobbit".
Chegou hoje à rede o último trailer a ser divulgado do filme que fecha a trilogia "O Hobbit". Com estreia no Brasil prevista para o dia 11 de dezembro, "O Hobbit : A Batalha dos Cinco Exércitos", trará uma longa sequência de batalha com duração de 45 minutos.
O filme é um dos mais aguardados do ano e encerra a segunda trilogia sobre a obra de J.R.R.Tolkien de autoria do diretor neozelandês Peter Jackson.
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Drika Maraviglia
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