O novo filme de Steven Spielberg é o resultado de uma longa batalha pessoal do diretor, que dedicou nada menos do que os últimos nove anos de trabalho, para levar às telas uma história mais detalhada dos últimos meses de vida de um dos presidentes mais populares da história dos EUA.
Abraham Lincoln foi um lider importantíssimo, que como presidente enfrentou o pior momento da história americana durante a sangrenta Guerra da Secessão, que se arrastou por anos, colocando os estados do sul contra os do norte, destruindo a economia do país e dizimando sua população, mas ele não fazia o tipo heróico, por isso, não dá para esperar vê-lo sobre um cavalo, liderando soldados em um campo de batalha, banhado pela luz rosada do amanhecer.
O campo de batalha de Lincoln era outro, exibindo aquele mesmo ar cansado que testemunhamos hoje em dia na expressão de Barack Obama e como este, assumindo seu segundo mandato, o presidente quer apenas terminar com aquela guerra e tem certeza que sua melhor chance de êxito será conseguindo que o congresso aprove a emenda na constituição que determina o fim do trabalho escravo; mola mestra da economia e do modo de vida dos estados confederados, que sem ele, não terão mais qualquer chance contra a união.
Por isso, o filme é uma longa sucessão de diálogos, conchavos, discursos e embates íntimos entre um frágil, mas sagaz presidente e o resto do mundo que o cercava, todos mais ou menos dispostos a ajudá-lo em seu empenho para terminar de vez aquela guerra.
O roteiro foi adaptado por Tony Kushner, que já trabalhou com Spielberg em Munique (2005), a partir do livro "Team of Rivals" de Doris Kearns Goodwin. A ideia da autora era exatamente a de mostrar a inteligência política do presidente para lidar com seus rivais e opositores.
Tecnicamente impecável, Lincoln tem no trabalho dos atores o seu maior trunfo; Daniel Day-Lewis encara sua árdua tarefa com heroismo, não há espaço aqui para longos discursos inflamados para enormes multidões aplaudindo apaixonadamente. O Lincol de Day-Lewis é um homem frágil, cansado, um pouco desajeitado e absolutamente humano.
Como era de se esperar, as melhores cenas de Lincoln acontecem entre quatro paredes, quando o talento de Daniel Day-Lewis bate de frente com o talento de Sally Field, outra impressionante atriz veterana que, no papel de Mary Todd, a esposa do presidente, faz suas duas ou três aparições durante o filme valerem cada segundo.
Outro veterano, Tommy Lee Jones dá um banho de interpretação, como Thaddeus Stevens, um lider político abolicionista que se torna um dos mais importantes agentes de Lincoln dentro do congresso.
Mas não espere muita coisa dentro do estilo Spielberg de ser, não há muito espaço para aquelas longos momentos contemplativos, de grande força melodramática amplificados pelo volume da música que vai subindo, enquanto o plano se abre para mostrar toda a cena, na verdade isso se vê em apenas uma ou duas ocasiões durante todo o filme.
Outro detalhe que chama bastante atenção é que o presidente e seus partidários não têm qualquer pudor em oferecer aos congressistas da oposição dinheiro e vantagens para que aprovem a lei. Engraçado que ali, não vi ninguém, nem do governo, nem da oposição apontando o dedinho torto para dizer que era o fim do mundo... modernos esses americanos...
Lincoln tem 12 indicações ao Oscar e é considerado um dos maiores favoritos da disputa, embora, no Globo de Ouro, só o trabalho de Daniel Day-Lewis tenha sido premiado.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Lincoln chega hoje aos cinemas brasileiros
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Drika Maraviglia
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Celebration Day é festa para os olhos e ouvidos
Agora que existe quase uma certeza absoluta de que a reunião que aconteceu no dia 10/12/07 na O2 Arena, em Londres, foi mesmo a última chance de ver o Led Zeppelin tocando ao vivo, cresce ainda mais a importância de seu registro em áudio e vídeo.
Com 14 câmeras gravando todos os detalhes da noite, incluindo algumas de super 8, posicionadas no meio da plateia, era mais que evidente a intenção de levar a apresentação além, afinal, o interesse por ela levou mais de 20 milhões de pessoas a inscreverem-se no site, disputando seus 18 mil ingressos pela internet; além de empresários oferecerem somas astronômicas para que a banda voltasse a excursionar. Mesmo assim, o processo foi longo e demorou cinco anos para os fãs poderem rever apropriadamente as emoções daquela noite ou sentí-las pela primeira vez.
Sem uma justificativa plausível para a demora, além da constatação feita por John Paul Jones durante a coletiva de imprensa de lançamento do trabalho, de que "cinco anos são cinco minutos em se tratando de Zeppelin";o material deve ir para as lojas a partir do dia 19/11; mas antes disso, ele chega a poucos cinemas a partir do dia 17/10 em apenas algumas exibições programadas ao redor do mundo e se prova grandioso suficiente para encher as telas.
Dirigido por Dick Carruthers, um cineasta experiente no registro de shows e documentários, o filme é econômico quando comparado a "The Song Remais the Same" (76) e apenas mostra o que aconteceu no palco, quando os três membros sobreviventes do Led Zeppelin: Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones se unem novamente a Jason Bonham, filho de John morto em 1980 e mostram ao público do que ainda são capazes.
E se durante a década de 70 o Led Zeppelin era famoso por improvisar sobre o palco longamente, pinçando músicas no repertório de outros artistas em delirantes potpourris e/ou apresentando longos solos e verdadeiros duelos entre guitarra e voz; a apresentação de "Celebration Day" é curta, direta ao ponto e sem muito espaço para maiores viagens musicais.
O tom está sim um pouco mais baixo pois a voz de Plant obviamente não é
mais a mesma, mas o que falta em agudos, sobra em feeling e em alguns
momentos fica mesmo muito difícil não se emocionar.
Os arranjos mergulham fundo nas raízes hard blues da banda. E vendo bem
de perto, graças às câmeras de Carruthers, dá para perceber nos quatro
músicos a vontade imensa de estar ali, revisitando mais uma vez aquele
capítulo já tão distante de suas vidas.
E depois de ensaiarem juntos por seis semanas, o que se vê no filme está
muito próximo da perfeição ajudando a entender porque a banda ainda é
considerada por muitos como a melhor banda de rock que já existiu e
chega a ser um enorme desafio para o público segurar as lágrimas que
teimam em surgir nos olhos em clássicos absolutos como "No Quarter" e
"Misty Mountain Hop" ou diante da grandiosidade de "Kashmir".
Com a emoção sempre correndo solta, Celebration Day não é certamente
o que se espera ver normalmente em um cinema, o público canta, se agita
e aplaude cada vez mais solto a cada nova música executada e a comoção
explode quando chega a vez de "Stairway to Heaven"; a canção que Robert
Plant não queria mais cantar arranca lágrimas e suspiros de ambos os
lados da tela.
E se o filme de Carruthers tem um problema, quase um defeito, em sua
perfeição, é o de passar uma grande parte do tempo nos mostrando em
close as mãos de Jimmy Page em ação; gênio, bruxo, mestre ou qualquer um
dos tantos adjetivos que são associados merecidamente ao seu nome, ele
dá aos fãs quase uma vídeo-aula de guitarra e os hipnotiza tocando mais
uma vez com o arco de violino.
Setlist do show "Tribute to Ahmet Ertegun" da banda Led Zeppelin
Good Times Bad Times
Ramble On
Black Dog
In My Time of Dying
For Your Life
Trampled Under Foot
Nobody's Fault But Mine
No Quarter
Since I've Been Loving You
Dazed and Confused
Stairway to Heaven
The Song Remains the Same
Misty Mountain Hop
Kashmir
Bis:
Whole Lotta Love
Rock and Roll
Confira o trailer de Celebration Day:
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Drika Maraviglia
às
12:04
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - parte 2 - Novo trailer e novo poster divulgados
Para quem não aguenta mais esperar pela chegada do dia 15/11, quando finalmente estreia nos cinemas brasileiros "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - parte 2", o último capítulo da franquia, as notícias são boas: um novo trailer e o poster definitivo do filme acabam de ser divulgados.
O novo trailer mostra principalmente o clã dos Cullen buscando ajuda de outros vampiros na tentativa de defender a pequena Renesmee e sua família da fúria assassina dos Volturi; em uma batalha que promete ser épica. Vale lembrar que os ingressos para "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - parte 2" já estão sendo vendidos.
O poster é uma imagem dessa grande batalha, com Edward, Bella e Jacob liderando seu próprio exército.
E aí? Ainda mais ansiosos para ver?
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Drika Maraviglia
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14:11
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