Mostrando postagens com marcador trailer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trailer. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - parte 2 - Novo trailer e novo poster divulgados


Para quem não aguenta mais esperar pela chegada do dia 15/11, quando  finalmente estreia nos cinemas brasileiros "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - parte 2", o último capítulo da franquia, as notícias são boas: um novo trailer  e o poster definitivo do filme acabam de ser divulgados.

O novo trailer mostra principalmente o clã dos Cullen buscando ajuda de outros vampiros na tentativa de defender a pequena Renesmee e sua família da fúria assassina dos Volturi; em uma batalha que promete ser épica. Vale lembrar que os ingressos  para "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - parte 2" já estão sendo vendidos.

O poster é uma imagem dessa grande batalha, com Edward, Bella e Jacob liderando seu próprio exército.

E aí? Ainda mais ansiosos para ver?


sábado, 3 de março de 2012

A Mulher de Preto chega aos cinemas brasileiros




Existem algumas boas razões para receber o terror "A Mulher de Preto" com alegria nos cinemas.
A primeira é que se trata do primeiro filme estrelado por Daniel Radcliffe depois do último capítulo da Saga Harry Potter e também o primeiro papel adulto que ele assume em sua carreira, que, a se julgar por este início, deve ser bastante promissora.

Sem os óculos e a tal cicatriz em formato de raio na testa, Daniel é Arthur Kipps, um jovem advogado viúvo, com um filho pequeno, que depois da morte da esposa vive um período complicado em sua vida profissional e por isso, não tem muita escolha, senão aceitar viajar até um vilarejo costeiro, distante de Londres para organizar os papéis e vender uma velha mansão de uma falecida cliente do escritório em que trabalha.

Mas ao chegar no povoado ele percebe que sua situação profissional é o menor de seus problemas. Hostilizado pela população local, ele passa a ter visões perturbadoras na isolada mansão, enquanto presencia mortes terríveis no vilarejo, onde apenas deseja fazer seu trabalho.

A assinatura da ressuscitada produtora Hammer empresta estilo ao filme dirigido por James Watkins. Especializada em terror, a Hammer tem uma longa lista de serviços prestados ao gênero, com filmes que sempre sugeriram mais o medo, do que o explicitaram.

E clima tenso constante é o que se encontra em "A Mulher de Preto", garantido por escolhas cuidadosas de locação, que incluem um estranho vilarejo e uma mansão parcialmente destruída pelo tempo, que, claro, fica completamente isolada do mundo durante a maré cheia.

Se os cenários exteriores são assustadores, os interiores são apavorantes e não tem como ficar indiferente a alguns detalhes perturbadores da casa mal assombrada como a tétrica coleção de brinquedos da era vitoriana.

Com certeza, uma ótima oportunidade para o público de levar muitos sustos durante o filme e passar algum tempo com um certo medo das sombras sugeridas pela escuridão.

O filme é a segunda adaptação para cinema do livro homônimo escrito por Susan Hill. A primeira, de 1989, tem uma estranha coincidência, o ator escolhido para viver o jovem Arthur Kipps é Adrian Rawlins, que interpretou o pai de Harry Potter nos filmes da saga.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Trailer de "Anjos da Noite 4" já está na rede

Foi divulgado o primeiro trailer do quarto filme da franquia "Anjos da Noite"; "Anjos da Noite: O Despertar" (Underworld: Awakenings) chega aos cinemas apenas em Fevereiro de 2012 e tem a volta de Kate Beckinsale ao papel da vampira guerreira Selene.

Dirigido por Måns Mårlind e Björn Stein e filmado em 3D, o filme traz a vampira Selene (Kate Beckinsale) acordando de um coma de 15 anos e decobrindo que tem uma filha de 14 anos, chamada Nissa, mestiça de vampiro com Lycan.
Além disso, ela também fica sabendo que deve parar a empresa BioCom, que está trabalhando na criação de uma linhagem de super Lycans com poder para exterminar todos os vampiros.

Além de Kate Beckinsale, o elenco de "Underworld: Awekening" tem Sandrine Holt, Michael Ealy, Charles Dance, Theo James, India Eisley, Stephen Rea, Kris Holden-Ried. A adaptação do roteiro ficou nas mãos de J. Michael Straczynski.

Confira o trailer oficial de "Anjos da Noite: O Despertar":



domingo, 21 de agosto de 2011

O final de uma era - Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 chega aos cinemas

Para quem acompanhou a versão cinematográfica de Harry Potter, nos últimos 10 anos, chegou o momento mais importante: O capítulo final, a tão aguardada conclusão da saga e todas as emoções que ela reserva chega finalmente aos cinemas.

Para muitos é o final de uma era e neste momento não importa que todos ou quase todos já conheçam o destino final do bruxinho desde 2007, quando foi lançado o livro em que "Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 2" é baseado, mas a emoção de finalmente ver o eletrizante desfecho transcrito para as telonas ainda move as multidões que fizeram que o filme batesse todos os recordes de bilheteria como a maior estreia desde "Batman - O Cavaleiro das Trevas"(2008).

É preciso lembrar que o sétimo e último livro da saga foi dividido em duas partes com a promessa explícita de que os cortes e simplificações que foram tão criticados pelos fãs durante toda a versão cinematográfica, não aconteceriam desta vez. Mas aconteceram.



Retomando a história a partir da invasão de Gringotes, o filme tem alguns pequenos problemas de ritmo e uma criminosa e inexplicável aceleração em sequencias importantes como a revelação dos segredos de Severus Snape (Alan Rickman) e até mesmo no aguardadíssimo fim de Belatrix Lestrange (Helena Bonham Carter), as emoções da tela ficaram devendo frente as impressas nas páginas do livro.

Uma falha bastante grave, especialmente para quem conhece o potencial do fantástico Alan Rickman que, tivesse tido o tempo de tela necessário, era candidato automático a melhor ator em todas as premiações da próxima temporada.

E já que falamos em atuações, o trio Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint entrega suas melhores performances em toda a série, mostrando que afinal têm mesmo futuro no cinema se ousarem sair da sombra da franquia escolhendo muito bem seus próximos trabalhos.

Dirigido por David Yates, que assumiu os filmes da série a partir de "Harry Potter e a Ordem da Fênix" (2007), e foi o responsável pelo mergulho cada vez mais profundo na escuridão, depois do clima de fábula infantil dos primeiros filmes dirigidos por Chris Columbus, o filme tem a seu favor impecáveis direção de arte e fotografia que mostram diante dos olhos dos fãs toda a destruição de Hogwarts e a dor dos participantes de cada batalha até o desfecho final.

Já o controverso e, para alguns, desnecessário Epílogo além de servir como alívio e mostrar que o mundo mágico terá sua continuidade depois daquela Guerra tão trágica, também serve para mostrar que existe sim espaço para futuras histórias dentro do mundo criado por JK Rowling com tanta maestria, basta querer e talvez em breve, tenhamos no cinema as aventuras de uma nova geração em Hogwarts.

sábado, 20 de agosto de 2011

Harry Potter volta em remake de terror


Depois do emocionante capítulo final da série Harry Potter, os fãs de Daniel Radcliffe devem preparar-se para ainda mais emoções. O ator encabeça o elenco do filme de terror "Woman In Black", com estreia prevista para fevereiro de 2012.

O filme é um remake de um clássico da Hammer de 1989 e conta a história de Arthur Kipps (Daniel Radcliffe), um jovem advogado viúvo e com um filho pequeno, que aceita cuidar do testamento de um cliente em um vilarejo remoto onde começa a esbarrar em segredos e encontra o fantasma de uma mulher sedento de vingança.

Em entrevistas recentes, Daniel tem descrito o filme como assustador, mas ao mesmo tempo, tem elogiado a obra por permitir espaço para construções mais profundas dos personagens, do que o padrão do gênero.

Por uma daquelas estranhas coincidências, na versão de 1989, o ator que fez o papel que hoje é de Radcliffe é Adrian Rawlins, que interpretou James Potter, o pai de Harry Potter, durante os filmes da série.

O diretor de "Woman in Black" é o britânico James Watkins, que tem em seu currículo apenas "Eden Lake"(2008); mas que já tem muita experiência como roteirista de filmes como O Olho que Tudo Vê (2002), A Face Oculta do Mal (2007) e O Abismo do Medo 2 (2009). O roteiro de "The Woman In Black" é baseado no livro homônimo de Susan Hill, que foi adaptado por Jane Goldman.

Também participam do elenco Ciarán Hinds e Janet McTeer. O trailer oficial de "The Woman in Black" já está na rede.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Amor e Outras Drogas - A invenção do Viagra



Jamie Randall (Jake Gylenhaal) tem uma lábia fora do comum; filho de um médico, o rapaz busca sua independência trabalhando como vendedor em uma loja de eletrônicos, mas seu charme o coloca em uma confusão e ele acaba no olho da rua.

O ano é 1996 e o rapaz decide aproveitar sua facilidade com termos médicos, já que até começou a cursar a faculdade de medicina, para mudar de ramo, ele entra para o time de representantes do laboratório Pfizer.

Um mundo extremamente competitivo, onde não existe muita ética, só interesses comerciais de laboratórios de um lado e médicos prontos para serem subornados do outro.

Lutando para posicionar melhor os produtos de seu contratante em uma clínica, Jamie conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma jovem de 26 anos com Mal de Parkinson, que passa a ser seu interesse amoroso, embora nenhum dos dois tenha qualquer intenção de assumir um relacionamento sério, a princípio.

Maggie aos poucos humaniza Jamie, mas antes, ele consegue, graças a entrada do Viagra no catálogo de seu laboratório, o sucesso de vendas que tanto perseguia.

Um filme simpático, divertido e que apenas dá uma olhada, sem mergulhar muito fundo no mundo podre dos laboratórios para deixar algum espaço livre para o romance. Jake Gylenhaal e Anne Hathaway oferecem ótimas performances e ótima química,perfeitamente à vontade, mesmo nas inúmeras cenas de nudez.

Aliás, o elenco de apoio também é muito competente e tanto os veteranos Oliver Platt e Hank Azaria como o novato Josh Gad, conseguem arrancar boas gargalhadas do público.

O diretor Edward Zwick ajudou na adptação do roteiro, a partir do livro de não-ficção "Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman" de Jamie Reidy e deu um bom ritmo ao filme, que em sua filmografia recheada de épicos e dramas chorosos, aparece como um novo sopro de ar e diversão.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Atração Perigosa - Ben Affleck é o diretor de filme policial acima da média



Charleston é um bairro de Boston que conquistou uma fama bastante negativa; a de ser a origem de diversas gerações de ladrões de bancos e carros-forte.

Nesta vizinhança nasceu e cresceu Doug MacRay (Ben Affleck); um dos maiores exemplos da manutenção desta tradição e ao lado de um grupo de amigos de infância, que trata como se fossem membros de sua família, já que foi abandonado pela mãe e seu pai sempre estava ausente entre assaltos e a prisão, dedica-se a fazer assaltos muito bem planejados a bancos da cidade e como seu pai passa a viver a serviço de uma versão irlandesa da máfia comandada pelo florista Fergus 'Fergie' Colm (Pete Postlethwaite).

Em um assalto a banco, acontece uma complicação: para conseguir fugir a quadrilha sequestra a gerente do banco Claire Keesey (Rebecca Hall) e mais tarde, descobre que se trata de uma moradora do bairro. Temendo que a garota identifique os membros da quadrilha para o FBI, Doug aproxima-se dela e os dois acabam vivendo um romance.

O segundo filme de Ben Affleck como diretor mostra que seu futuro atrás das câmeras pode ser enfim, brilhante. Depois de criar muita expectativa conquistando o Oscar de melhor roteiro em 1998 por "Gênio Indomável", seu filme de estreia, o ator teve altos e baixos em sua carreira, sem nunca mais voltar ao mesmo nível do início.

"Atração Perigosa" pode recolocá-lo no caminho certo, especialmente pelo trabalho do elenco que colocou o filme na lista de diversos prêmios importantes desta temporada, como o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Jeremy Renner e o BAFTA para Pete Postlethwaite.

Adaptando o livro "The Prince of Thieves", de Chuck Hogan, Ben traz a narrativa para Boston, sua cidade natal e em terreno conhecido encena mais uma vez a trama do ladrão que quer mudar de vida, mas tem contra seus planos inúmeros obstáculos para abandonar o único modo de vida que conheceu.

Com cenas de ação eletrizantes, "Atração Perigosa" é um filme acima da média e pode até surpreender conseguindo algumas indicações ao Oscar.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O lado patético dos relacionamentos segundo Woody Allen



Tudo indica que Woody Allen não se encontra exatamente no auge de sua forma, mesmo assim, um filme que esteja aquém da média do catálogo do diretor, ainda estará um tanto acima daquilo que costumeiramente chega todas as semanas em nossas salas de cinema.

Além disso, o prestígio do diretor contribui para que mesmo em seus filmes menores exista um elenco de astros dignos das super produções e dispostos a defender com graça os personagens de seus roteiros.

Depois do retorno nostálgico a Nova York em "Tudo Pode dar Certo", o cineasta volta a filmar na Europa, mais especificamente em Londres, cidade que tem servido de cenário para sua obra há algum tempo.

Com uma boa dose de cinismo, Allen, que não aparece na tela, mas usa a voz para assumir o papel de narrador da trama, nos convida a olhar mais de perto uma certa família londrina às voltas com problemas de relacionamento amoroso.

Depois de um casamento de 40 anos, Alfie (Anthony Hopkins), em pânico por não conseguir enfrentar o próprio envelhecimento, divorcia-se de Helena (Gemma Jones) e passa a buscar uma vida diferente daquela que teve até agora.

A esposa abandonada no processo, busca aconselhar-se com Cristal (Pauline Collins), uma vidente que passa a dizer-lhe exatamente o que quer ouvir.

Por sua vez, Sally (Naomi Watts), a filha do casal também vive um momento ruim em seu casamento com Roy (Josh Brolin), um homem que desistiu da medicina, escreveu um livro que fez algum sucesso há algum tempo atrás e, agora, tenta escrever seu segundo livro; mas sabe que não tem nas mãos uma história suficientemente boa para sequer ser aceita pela editora.

Para piorar a situação, Alfie encontra Charmaine (Lucy Punch), uma prostituta com metade de sua idade e decide casar-se com ela. Enquanto isso, Roy encontra em Dia, uma vizinha indiana (Freida Pinto), uma forma de aceitar melhor o divórcio que Sally acaba pedindo por considerá-lo muito imaturo.

Mergulhando aos poucos nas desventuras destes casais completamente desajustados, Allen propõe ao público que observe mais uma vez o quanto algumas situações podem trazer para fora aquele lado ridículo que normalmente escondemos muito bem dentro de nós mesmos.

domingo, 28 de novembro de 2010

O melhor até agora - Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 1



E chega aos cinemas o filme mais aguardado do ano, a primeira parte do último livro da Saga Harry Potter, desembarca nas salas de cinema grandiloquente, sombrio e carregado de expectativas.

Quem leu os livros sabe que a série de filmes nunca foi exatamente fiel, deixando para trás personagens, tramas; tudo devida ou indevidamente simplificado para atender aos padrões da indústria cinematográfica e acumulando uma série de detalhes que acabavam sendo retomados no livro final, o que complicava sua adaptação.

Com a promessa de uma maior fidelidade ao livro final feita tanto pelo diretor David Yates, como pelo roteirista Steve Kloves e sem muito espaço para as explicações devidas a quem apenas assistiu os filmes, a sensação deste penúltimo capítulo em filme é a de que estamos diante de uma obra para "iniciados".

O ritmo é veloz, o tom é sombrio; mas agora existe espaço para acompanharmos os momentos de profunda solidão de Harry (Daniel Radcliffe), que não está mais aprendendo a lidar com seu destino, mas enfrentando-o bravamente com a ajuda dos amigos de sempre Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), que não apenas cresceram na trama, mas como atores em frente das câmeras, apresentando neste sétimo filme a sua melhor performance.

Com o extra visual de paisagens quase sempre inóspitas e pouco convidativas, mas belas em sua tradução para a tela grande, o filme foi inicialmente pensado para ter uma versão 3D, mas a desistência da ideia provou-se mais do que correta, já que tecnicamente esta adaptação acabaria por comprometer uma fotografia que se apresenta impecável dentro dos altos padrões de Yates e do estreiante na série, Eduardo Serra.

Também merece destaque a direção de arte que cria uma versão bruxa belíssima da máquina de propaganda Nazista, no Ministério da Magia.

O trio central se apresenta como adolescente em alguns momentos e jovens adultos no próximo, lutando por sua sobrevivência e para localizar e destruir cada uma das Horcruxes, objetos mágicos que guardam porções da alma de Voldemort, a missão deixada para eles pelo Professor Albus Dumbledore (Michael Gambon), enquanto se distanciam mais e mais de suas famílias, da escola e de tudo o que até então era importante em suas vidas.

Enquanto isso, Lord Voldemort (Ralph Fiennes) e seus fiéis seguidores estão colocando o "show na estrada" por assim dizer; matando, torturando e finalmente tomando o poder dentro do Ministério da Magia, o mal agora parece concentrado em uma busca de algo que nem Harry compreende bem o que é, mesmo quando presencia cenas desta busca em suas já habituais visões.

Cheia de emoções, como o livro em que se baseia, esta é até agora a melhor adaptação da obra de JK Rowling, até certamente a estreia da Segunda Parte, que promete ser o ponto cinematográfico mais alto da série.

sábado, 13 de novembro de 2010

RED - Aposentados e divertidos



Um elenco de primeira, ação ininterrupta e uma boa dose de humor tornam RED boa opção para quem procura por diversão nas salas de cinema.

Com roteiro adaptado a partir de uma série de quadrinhos, o filme conta a história de Frank Moses (Bruce Willis), um solitário ex-agente da CIA que passa seus dias "puxando conversa" com Sarah (Mary-Louse Parker), a atendente do serviço de pensão quando repentinamente se vê caçado por agentes que tentam assassiná-lo.

Para salvar sua própria pele e da atendente, Frank a sequestra e arrasta através do país, reativando no caminho sua antiga equipe de agentes, todos aposentados, mas ainda suficientemente em forma, para enfrentar cara-a-cara e levar a melhor sobre as equipes atuais.

Assim, os ex-agentes da CIA Joe (Morgan Freeman) e Marvin (John Malkovich), a assassina treinada do MI6 Victoria (Helen Mirren) e até um agente russo (Brian Cox) acabam participando da ação para não só descobrir a razão dos ataques, como buscando readquirir a paz perdida da aposentadoria.

A interação entre os atores é algo para ser observado; veteranos de grande prestígio todos parecem estar divertindo-se muito em cena, apreciando especialmente a chance de fazer movimentadas cenas de ação, seja correndo, atirando com armamento pesado ou lançando piadas, bombas e granadas sobre os inimigos.

E por falar em veteranos, também é muito bom ver o grande Richard Dreyfuss novamente em ação, embora seu personagem não tenha muito tempo na tela.

Em tempo: o título do filme refere-se a classificação que a ficha de trabalho de Moses recebeu após sua aposentadoria Retired Extremely Dangerous, aposentado extremamente perigoso, em português.

Dirigido por Robert Schwentke, o filme teve uma boa performance de bilheteria pelo mundo afora e deve ser muito bem recebido também aqui no Brasil.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O tombo da ciranda financeira de acordo com Oliver Stone



Lá atrás, no final da década de 80, o senso crítico do diretor Oliver Stone já percebia que existia algo de muito errado no caráter dos endeusados YUPPIES (palavra formada a partir das iniciais de Young Urban Professional), uma tribo que parecia pronta para ocupar a liderança do mundo.

Em "Wall Street: Poder e Cobiça" (87); Stone escancara sua preocupação com a ganância sem limites desses jovens, usando para isso o personagem Gordon Gekko (Michael Douglas), um executivo de Wall Street sem escúpulos que não vê nada errado naquilo que faz; desde que escape ileso e com os bolsos cheios de dinheiro.

O resultado foi uma pequena obra-prima do cinema, com a atuação premiada com o Oscar e Globo de Ouro de mehor ator para Michael Douglas.

O tempo passou, Oliver Stone encontrou outros temas para exercer seu sempre presente senso critico, mas em 2008, os Gordon Gekkos da vida real mergulharam o mundo em uma crise financeira sem precedentes e o diretor então viu que surgia o momento ideal de trazer seu vilão de volta.

Em "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme"; depois de pagar por seus crimes, Gekko sai da prisão, depois de escrever um livro onde mostra sua visão sobre o cenário financeiro e prevê a aproximação de uma grande crise, vista com cetecismo e até desprezo pelo setor que passou a considerá-lo um pária.

De outro lado, o jovem e idealista operador financeiro Jake Moore (Shia LaBeouf), noivo da filha de Gekko, Winnie (Carey Mulligan); vê seu chefe e mentor Louis Zabel (Frank Langella) colocado contra a parede pelos primeiros sinais da crise, suicidar-se.

Começa a planejar uma vingança contra Bretton James (Josh Brolin), um executivo considerado por ele como o responsável pela morte de Zabel e para isso, busca a ajuda de Gekko, sem o conhecimento da noiva, que por sinal, não quer nem saber do pai.

Com o desastre financeiro como pano de fundo, o foco de Stone desta vez parece ter caído muito mais sobre o drama humano dos filhos negligenciados pelo pai que até ser preso por seus crimes contra o mercado fnanceiro, só tinha olhos para a dança dos milhões em jogo em cada operação.

Se bem que Stone deixa bem clara a sua posição crítica quanto a esse jogo, com ideias originais como usar o skyline de Manhattan para traçar gráficos e ilustrar a irresponsabilidade da busca por lucros de pessoas comuns na personagem de Susan Sarandon, a enfermeira, mãe de Jake, que perde tudo que tem durante a crise e ouve do filho que para ganhar dinheiro, seria necessário produzir algo.

Lição preciosa que esperamos que os tais especuladores irresponsáveis do mercado globalizado tenham finalmente compreendido.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Os Vampiros que se Mordam: Para rir da Saga Crepúsculo



Os diretores/roteristas Jason Friedberg e Aaron Seltzer especializaram-se em um tipo muito particular de cinema, a paródia de grandes sucessos do cinema.

E depois de pegar no pé dos filmes de terror com a franquia "Todo Mundo em Pânico" e brincar muito com as aventuras de heróis e filmes catástrofe em "Espartalhões" e "Super Heróis a Liga da Injustiça" eles agora viram sua metralhadora giratória contra a Saga Crepúsculo.

O ritmo é o mesmo de sempre, uma piada depois da outra, sem deixar ao público sequer um minuto para respirar; Becca (Jenn Proske), vai viver com seu pai, xerife de Sporks e lá conhece na escola Edward Sulen (Matt Lanter); membro de um clã de vampiros.

Mas também conhece Jacob White (Chris Riggi), um adolescente indígena que se transforma em lobisomem.

A grande brincadeira dos diretores, desta vez tem um acabamento mais completo, com cenários e figurinos idênticos aos do filme original.

Além disso, detalhes quase sutis como os gestos e olhares da atriz Kristen Stewart devidamente imitados por Jenn Proske; assim como o topete do galã Robert Pattinson, transforma-se em motivo certo de risos, desde a primeira cena de Matt Lanter.

Como as boas paródias de cinema que eram tradicionalmente feitas pela revista MAD, este "Vampiros que se Mordam" é uma ótima razão para os fãs não xiitas darem boas risadas.

Só espero conseguir continuar vendo os próximos filmes da Saga de agora em diante sem cair na gargalhada.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

The King's Speech é o vencedor do Toronto Film Festival




Terminou hoje a 35 edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, apresentando como grande vencedor a produção britanica/australiana "The King's Speech" (ainda sem título em português). Dirigida por Tom Hooper conta uma história verdadeira sobre a realeza britânica.

Durante a década de 20, Albert (Colin Firth), o Duque de York, era considerado o segundo sucessor ao trono de seu pai, o Rei George V (Michael Gambon) e tinha problemas para falar em público, pois gaguejava muito, caracteristica considerada inaceitável para um rei na época.

Um terapeuta australiano chamado Lionel Logue (Geoffrey Rush) então é chamado para tratá-lo e com o tempo começa a desenvolver uma inesperada amizade com Albert, que mais tarde com a morte do pai e a abdicação do irmão Edward VIII (Guy Pearce) para casar-se com a divorciada americana Wallis Simpson (Eve Best); acaba assumindo ainda que relutantemente o trono britânico como George VI.

E seu reinado começa já em uma tremenda crise, a Segunda Guerra Mundial, de onde George VI desponta como uma das maiores lideranças do mundo.

O tom escolhido para contar esta fábula da vida real é o da comédia e o enfoque do roteiro baseia-se especialmente na inusitada relação entre um dos homens mais poderosos do mundo e seu excentrico terapeuta, que com seus métodos nada convencionais transforma o nobre inseguro em um verdadeiro monarca.

Atração extra para os inúmeros fãs de Colin Firth que cultuam sua atuação como Mr Darcy na série "Orgulho e Preconceito" (95) é a presença de Jennifer Ehle (Myrtle Logue) no elenco. A atriz que vive o papel de Elizabeth Bennet ao seu lado na mais querida das adaptações da obra de Jane Austen. Helena Bonham Carter, Timothy Spall e Derek Jacobi completam o elenco.

Ainda não há um trailer oficial do filme disponível online, mas esta pequena matéria em vídeo feita pela agência Associated Press já serve para matar um pouco a curiosidade.

O filme chega aos cinemas americanos no dia 26 de Novembro de 2010 e ainda não tem uma data de estreia definida para o Brasil.

domingo, 19 de setembro de 2010

Nosso Lar confirma sucesso de público de filmes espíritas



Com a fama de ser a mais cara produção nacional graças a um custo de nada menos do que 20 milhões de reais, chega aos cinemas "Nosso Lar", baseado no livro homônimo de Chico Xavier; trazendo mais uma vez a temática espírita para o grande público.

Até aí, tudo muito lógico, afinal não é difícil investir pesado em um filme cujo retorno financeiro é certo, já que os títulos dentro desta temática costumam arrastar multidões ao cinema, "Chico Xavier" e "Bezerra de Menezes" já haviam conseguido bons resultados, mas parecem pálidos diante do recorde de 1 milhão de espectadores que "Nosso Lar" obteve em apenas 5 dias de exibição.

Além disso, o próprio livro que descreve as experiências pós vida do médico André Luiz, tem por si mesmo um irresistível apelo cinematográfico; afinal quem durante a leitura do livro não ficou imaginando a beleza dos detalhes da colônia extrafísica descrita no texto psicografado, com seus belos jardins e instalações cheias de tecnologia do "outro mundo".

Mas aí tropeçamos no primeiro problema, a adaptação daquilo que o papel descreve para a tela. No caso de "Nosso Lar" essa tarefa ficou nas mãos do próprio diretor Wagner de Assis, cujo currículo inclui o razoável "A Cartomante" (2004), mas que infelizmente, desta vez esqueceu que fazia um audiovisual, exagerando na verborragia e colocando na frente do público trechos e mais trechos de texto do livro ipsis litteris, o que convenhamos não ajuda nem um pouco na fluidez do espetáculo.

Pode até soar estranho, mas em um filme sobre espiritualidade fez falta um pouco de contemplação. Mesmo com a geração de cenários dependendo do CGI, um recurso técnico cujos custos, perdoem-me o chavão, estão pela "hora da morte".

As descrições excessivas e o didatismo tiram uma boa fatia da graça do espetáculo cinematográfico e atrapalham até o desempenho dos atores, que parecem ter dificuldade para encontrar o tom.

Mas os defeitos que aponto provavelmente não serão um problema para os muitos simpatizantes da doutrina espírita que lotarão as salas e ficarão emocionados ao presenciar cada uma das descobertas da viagem do espirito de André Luiz pelo outro lado da vida.

Pena que lições edificantes nem sempre rendam bom cinema.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quando dois gênios se encontram



Embora os dois personagens centrais deste filme sejam bastante conhecidos, cada um em seu campo de ação, vê-los juntos, em uma mesma história real, ainda causa estranheza.

E esta caprichada produção francesa, lança luz sobre este relacionamento da vida real e o usa como possível explicação para a inspiração na obra dos dois personagens.

Em 1913, acompanhamos a estreia do ballet "A Sagração da Primavera" do compositor russo Igor Stravinsky (Mads Mikkelsen), em Paris, com os bailarinos liderados por Nijinsky recebendo sonoras vaias da plateia que teria ficado indignada com a música que era completamente diferente de tudo o que se conhecia até então.

Entre os presentes, uma jovem e ainda desconhecida Coco Chanel (Anna Mouglalis) consegue perceber no artista russo a chama de sua genialidade. Tanto que em 1920, quando o compositor volta a Paris necessitando de abrigo, com sua familia, a estilista já famosa e rica, oferece-lhe uma de suas propriedades.

ossDai em diante é apenas uma questão de tempo para que os dois se vejam envolvidos romantica e sexualmente, enquanto Katarina (Elena Morozova), a esposa do compositor, assiste a tudo, enfraquecendo cada vez mais devido a tuberculose.

Com trilha sonora e fotografia primorosas, o filme do diretor holandes Jan Kounen retrata detalhadamente dois grandes artistas de nossa era, que com personalidade forte e muito talento, ajudaram a mudar a cara do mundo.

E para quem gosta de cinema, o filme é um belo cartão de visitas que convida a prestar atenção mais de perto no trabalho do cineasta.

sábado, 14 de agosto de 2010

Angelina Jolie, guerra fria e muita, mas muita pancadaria



Enquanto na prática a guerra fria se transforma cada vez mais em "História Antiga", o cinema propõe uma nova visita ao assunto, mas desta vez, em um thriller de ação ininterrupta e velocidade vertiginosa, de acordo com os padrões de exigência dos nossos dias.

Evelyn Salt (Angelina Jolie) é uma agente da CIA que trabalha em uma divisão especializada em monitorar ameaças originárias da Rússia e dos paises da antiga Cortina de Ferro.

Até que inesperadamente, o veterano espião russo Vassily Orlov (Daniel Olbrychski ) se entrega à agência e além de informar sobre os planos para assassinar o presidente da Rússia (Olek Krupa), também revela que diversos agentes foram infiltrados no país e que um destes é a própria Salt.

Aí começa uma enorme caçada com cenas de ação assustadoramente bem executadas, tiros, explosões, muita correria e Angelina Jolie mais uma vez no papel da moça durona, que deixa um rastro de destruição por onde passa.

O filme não foge muito da velha fórmula do agente super treinado que mesmo diante de outros agentes igualmente capazes consegue quebrar um por um, não importando em nada o tipo de armas que seu oponente carrega.

Mas as inúmeras reviravoltas do roteiro e a direção segura do veterano Phillip Noyce, ajuda a colocar tudo nos trilhos e o resultado é ótimo entretenimento, para ser devidamente apreciado com muita pipoca e refrigerante.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sucesso de A Origem prova que cinema ainda pode ser criativo



Um dos mais criativos roteiros dos últimos tempos, com diversos níveis de interpretação e, suficientemente popular para atingir já em sua primeira semana de exibição invejáveis resultados nas bilheterias de todo o mundo, assim é o fenomenal “A Origem”.

Ansiosamente aguardado como a principal estreia da concorrida temporada de verão americano, o filme de ação tem um visual deslumbrante e é um projeto que vinha sendo desenvolvido por seu diretor/roteirista Christopher Nolan nos últimos 8 anos; antes mesmo de "Batman - Begins" (2005), seu primeiro envolvimento com a franquia que serviu para dar uma maior projeção a sua carreira.

Mas antes de chegar à franquia, Nolan já chamava atenção pela escolha de roteiros criativos, que costumam subverter narrativas, desconstruindo as fórmulas tradicionais, apresentando-se como um cineasta diferenciado desde "Amnésia" (2000), sua estreia no cinema.

Desta vez, ele mergulha em um outro tipo de mundo, bem mais sombrio e desconhecido do que o universo do heroi dos quadrinhos: o mundo dos sonhos.

Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) descobriu uma tecnologia que permite a mais ousada de todas as formas de espionagem, o roubo de segredos em sua fonte principal, direto da mente de executivos e técnicos, através dos sonhos.
Mas uma de suas ações termina de forma desastrosa e seu "alvo", o empresário japonês Saito (Ken Watanabe) exige que ele invada a mente de um de seus concorrentes, mas desta vez para inserir uma ideia.

Esta curta sinopse não entrega nenhum dos muitos segredos da história que vai se desenvolvendo em camadas diferentes, conforme a equipe se move dentro dos sonhos do executivo Robert Fischer (Cillian Murphy), com ação eletrizante, imagens de perder o fôlego, como a de ruas parisienses sendo dobradas sobre si mesmas e um final surpreendente.

Além disso, não leva em consideração os pequenos detalhes que transformam esta grande produção em uma experiência inesquecível, como o trabalho coeso de todo o elenco, com destaque para a performance acima da média de Leonardo DiCaprio e até mesmo a presença de "Non, Je Ne Regrette Rien", cantada por Edith Piaf, na trilha sonora.

Comparado exaustivamente pela crítica especializada com a Trilogia Matrix, pois como ela, mostra persongens que circulam por realidades paralelas; "A Origem" tem como a Saga dos Irmãos Wachowski, outras tantas camadas de leitura, além da mais óbvia, o que aumenta consideravelmente o interesse deste imperdivel blockbuster de ação.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O Escritor Fantasma - Polanski novamente em grande estilo



O título em português pode dar ao público a impressão errônea de que o diretor Roman Polanski escolheu o sobrenatural como assunto de seu retorno às telas, por sinal, bastante complicado por conta de um processo de extradição para os EUA, que resultou em uma pós-produção feita com o cineasta em reclusão.

Em inglês e também em português, a expressão "ghost writer" designa a função do redator que é pago para escrever artigos, discursos e até mesmo livros que serão oficialmente atribuídos a outras pessoas.

No caso do filme, esta função é assumida por um personagem sem nome, interpretado por Ewan McGregor, um escritor que recebe uma proposta irrecusável para trabalhar na autobiografia de Adam Lang (Pierce Brosnan); o ex-Primeiro Ministro Britânico, que vive em uma mansão isolada do mundo, em uma ilha na costa dos EUA.

O projeto que parecia à primeira vista, uma boa oportunidade de ganhar dinheiro fácil, vai aos poucos se revelando uma grande dor de cabeça para o escritor, a partir do momento em que a imprensa começa a divulgar que o politico pode ser o responsável pelo sequestro e tortura de três cidadãos britânicos suspeitos de envolvimento com a Al-Qaeda; o que o torna um criminoso de Guerra, além disso, a morte de um dos assessores de Lang, antecessor dele na função de escrever o livro, fica a cada momento mais suspeita.

Soma-se a tudo um ambiente naturalmente sombrio, em que permanecer dentro de casa significa estar cercado por todos os lados de toda segurança que a tecnologia permite e também estar demasiadamente próximo da equipe que cerca o Primeiro Ministro, formada pela secretária Amelia Bly (Kim Cattrall), diversos assessores e a esposa Ruth Lang (Olivia Williams), que em pleno caos da crise se agita criando um clima de tensão tão insuportável que consegue tornar atraente uma inóspita área externa constantemente gelada onde chuvas torrenciais se alternam com uma névoa densa, e mesmo assim fornecem um certo alívio para a sensação claustrofóbica que Roman Polanski tinha a intenção de criar em seu público.

E assim como o mestre Alfred Hitchcock, o cineasta manipula sua plateia descaradamente através de uma verdadeira montanha-russa, mostrando exatamente o que é necessário para fazer com que a tensão sempre cresça.

O resultado é um suspense brilhante com cenas memoráveis, como a do bilhete passando de mão em mão em uma sala até chegar ao seu destinatário.

Aliás, o "passeio" guiado pelo diretor talvez esteja muito distante do discurso panfletário anti-Tony Blair que o autor Robert Harris pretendia quando escreveu "Ghost", o livro de onde saiu o roteiro, mas tenho certeza de que ninguém jamais reclamaria.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Bem Amado - Clássico da TV chega às telonas



O texto original de Dias Gomes já serviu como base para a primeira novela em cores exibida pela Rede Globo em 1973 e também para uma minissérie na mesma emissora na década de 80 e por isso, esquecemos as origens da trama, baseada em uma peça teatral escrita em 1962.

Por isso, o diretor Guel Arraes foi buscar nos palcos o tom de farsa que permeia a nova versão para as telonas da trama que tem uma visão crítica do que era e (infelizmente) ainda é a forma de fazer política neste estranho país chamado Brasil.

Nos primeiros anos da década de 60, na fictícia cidade de Sucupira, o populista prefeito Odorico Paraguaçu (Marco Nanini) baseia toda a sua administração em apenas uma obra: a construção de um cemitério na cidade. Mas o imprevisível acontece e depois que a tal obra é finalizada, ninguém mais morre na cidade, frustrando todas as suas tentativas das mais inocentes até as mais criminosas de inaugurar o campo santo.

O roteiro adaptado pelo próprio Guel Arraes e por Cláudio Paiva mantem todos os impagáveis neologismos do discurso de Odorico. O filme também ganha pontos ao inserir breves detalhes históricos reais aos acontecimentos ficcionais de Sucupira, relacionando os acontecimentos da ficção, com a dura realidade do Golpe Militar de 1964, por exemplo.

Além disso, as não menos engraçadas irmãs Cajazeira perderam o seu lado mais "carola" para ganhar um renovado ar de glamour na pele de Zezé Polessa, Andréa Beltrão e Drica Moraes, usando figurinos impecáveis criados por Claudia Kopke, o trio de atrizes se reveza na tentativa sempre frustrada de levar o escorregadio Odorico ao altar.

Ao redor do prefeito sempre muita confusão e personagens que ficaram inesquecíveis em suas versões originais, o que significa um trabalho dobrado para o novo elenco ao recriá-los para esta nova versão; afinal as comparações são naturais quando os personagens da TV marcaram época em interpretações tão memoráveis quanto as de Paulo Gracindo (Odorico Paraguaçu), Lima Duarte (Zeca Diabo), Emiliano Queiroz (Dirceu Borboleta) e das atrizes Ida Gomes, Dorinha Duval e Dirce Migliaccio (irmãs Cajazeira).

Embora as comparações sejam naturais, o novo elenco oferece um trabalho a altura dos atores televisivos que transformaram os personagens em verdadeiros mitos.

E nesta nova caprichada produção só há um "entretanto" a se lamentar, o de que a situação política brasileira, continue a mesma, sem alcançarmos nos "finalmentes" das urnas, governos que nos façam rir de alívio pela superação dessa horrenda fase de políticos sem qualquer escrúpulo.

O Bem Amado estreia nos cinemas no 23/07.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Eclipse - Estreia nos cinemas terceiro filme da Saga Crepúsculo



Chega aos cinemas de todo o mundo o aguardado terceiro filme da Saga Crepúsculo; Eclipse segue obtendo bons resultados nas bilheterias, bateu a marca de 2 milhões de espectadores no Brasil e soma 176 milhões de dólares pelo mundo afora, em sua primeira semana de exibição.

A adaptação do terceiro livro da série de Stephanie Meyer, continua do mesmo ponto em que terminou o capítulo anterior, "Lua Nova"; a jovem Bella Swam (Kristen Stewart), está cada vez mais envolvida com o vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson), a formatura se aproxima e enquanto o casal planeja os detalhes de seu casamento, um exército de vampiros se prepara para atacá-los.

A única chance de sobrevivência de ambos será contar com a ajuda de Jacob (Taylor Lautner) e sua tribo de lobisomens. Mas, o lobisomem musculoso e boa pinta não consegue tirar Bella de sua cabeça e o triângulo amoroso que se anunciou em "Lua Nova", torna-se ainda mais intenso e complicado.

Aliás, uma boa parte da graça de Eclipse é observar a interação das três pontas do triângulo, com diálogos divertidos que ajudam a dar leveza a uma história que pode até ser um pouco decepcionante se considerarmos que acontece muito pouco neste capítulo da Saga.

Outro detalhe interessante são os flashbacks que mostram as origens de alguns dos outros vampiros do clã Cullen, ajudando a situar no contexto da obra aqueles que acompanham a Saga apenas via cinema.

A direção de Eclipse ficou nas mãos de David Slade, que tem em seu currículo a boa adaptação dos quadrinhos "30 Dias de Noite", não por acaso uma história de vampiros, mas do tipo mais violento, com muito sangue e vísceras.

Enquanto isso, em Eclipse, os vampiros são puro autocontrole, praticamente assexuados, aliás, como convém às convicções religiosas da autora da série.
E isso significa nada de sexo antes do casamento... resta apenas Jacob, sempre sem camisa, exibindo seus músculos muito bem torneados... muito pouco e quase sem sal, para quem esperava ver nas telas mais hormônios adolescentes em "ebulição".