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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

The King's Speech é o vencedor do Toronto Film Festival




Terminou hoje a 35 edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, apresentando como grande vencedor a produção britanica/australiana "The King's Speech" (ainda sem título em português). Dirigida por Tom Hooper conta uma história verdadeira sobre a realeza britânica.

Durante a década de 20, Albert (Colin Firth), o Duque de York, era considerado o segundo sucessor ao trono de seu pai, o Rei George V (Michael Gambon) e tinha problemas para falar em público, pois gaguejava muito, caracteristica considerada inaceitável para um rei na época.

Um terapeuta australiano chamado Lionel Logue (Geoffrey Rush) então é chamado para tratá-lo e com o tempo começa a desenvolver uma inesperada amizade com Albert, que mais tarde com a morte do pai e a abdicação do irmão Edward VIII (Guy Pearce) para casar-se com a divorciada americana Wallis Simpson (Eve Best); acaba assumindo ainda que relutantemente o trono britânico como George VI.

E seu reinado começa já em uma tremenda crise, a Segunda Guerra Mundial, de onde George VI desponta como uma das maiores lideranças do mundo.

O tom escolhido para contar esta fábula da vida real é o da comédia e o enfoque do roteiro baseia-se especialmente na inusitada relação entre um dos homens mais poderosos do mundo e seu excentrico terapeuta, que com seus métodos nada convencionais transforma o nobre inseguro em um verdadeiro monarca.

Atração extra para os inúmeros fãs de Colin Firth que cultuam sua atuação como Mr Darcy na série "Orgulho e Preconceito" (95) é a presença de Jennifer Ehle (Myrtle Logue) no elenco. A atriz que vive o papel de Elizabeth Bennet ao seu lado na mais querida das adaptações da obra de Jane Austen. Helena Bonham Carter, Timothy Spall e Derek Jacobi completam o elenco.

Ainda não há um trailer oficial do filme disponível online, mas esta pequena matéria em vídeo feita pela agência Associated Press já serve para matar um pouco a curiosidade.

O filme chega aos cinemas americanos no dia 26 de Novembro de 2010 e ainda não tem uma data de estreia definida para o Brasil.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quando dois gênios se encontram



Embora os dois personagens centrais deste filme sejam bastante conhecidos, cada um em seu campo de ação, vê-los juntos, em uma mesma história real, ainda causa estranheza.

E esta caprichada produção francesa, lança luz sobre este relacionamento da vida real e o usa como possível explicação para a inspiração na obra dos dois personagens.

Em 1913, acompanhamos a estreia do ballet "A Sagração da Primavera" do compositor russo Igor Stravinsky (Mads Mikkelsen), em Paris, com os bailarinos liderados por Nijinsky recebendo sonoras vaias da plateia que teria ficado indignada com a música que era completamente diferente de tudo o que se conhecia até então.

Entre os presentes, uma jovem e ainda desconhecida Coco Chanel (Anna Mouglalis) consegue perceber no artista russo a chama de sua genialidade. Tanto que em 1920, quando o compositor volta a Paris necessitando de abrigo, com sua familia, a estilista já famosa e rica, oferece-lhe uma de suas propriedades.

ossDai em diante é apenas uma questão de tempo para que os dois se vejam envolvidos romantica e sexualmente, enquanto Katarina (Elena Morozova), a esposa do compositor, assiste a tudo, enfraquecendo cada vez mais devido a tuberculose.

Com trilha sonora e fotografia primorosas, o filme do diretor holandes Jan Kounen retrata detalhadamente dois grandes artistas de nossa era, que com personalidade forte e muito talento, ajudaram a mudar a cara do mundo.

E para quem gosta de cinema, o filme é um belo cartão de visitas que convida a prestar atenção mais de perto no trabalho do cineasta.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Show de imagens para contar história de pioneira da aviação



A fotografia é a melhor coisa desta cinebiografia de uma das pioneiras da aviação a americana Amelia Earhart, que como piloto passou toda a vida em busca de desafios cada vez mais difíceis, até desaparecer no mar durante o maior deles, em 1937, em algum lugar entre a Nova Guiné e a California, no trecho final de sua tentativa de voar ao redor do mundo.

Com a oscarizada Hillary Swank, no papel título e Richard Gere como George Putnam, editor e marido da aviadora, o filme de Mira Nair traduz em belíssimas imagens aéreas cada uma de suas aventuras.

Em uma época em que não havia muita tecnologia com que contar, a coragem e a vontade eram os maiores recursos nas mãos de Earhart, que assumia sempre posições consideradas muito modernas para sua época, entre as décadas de 20 e 30, do século XX.

Feminista e independente, Amelia tem até mesmo uma relação amorosa fora do casamento com Gene Vidal (Ewan McGregor), um executivo da área de aviação e pai do escritor Gore Vidal.

Reconhecida em sua época, cortejada por políticos e com uma imagem de heroína em seu país, a piloto só parecia estar realmente a vontade, quando voava.

Vale também observar a incrível semelhança física entre a verdadeira Amelia Earhart e Hillary Swank, que aparece no filme, quase sem maquiagem, retratando alguém que aparentava não ter qualquer preocupação com moda ou glamour, mas que certamente tinha um estilo próprio.

O que é mais incrível é que só agora Hollywood tenha se lembrado de uma personagem com uma trajetória tão fascinante que há muito tempo precisava ser recontada para as novas gerações.

quarta-feira, 10 de março de 2010

"Brilho de Uma Paixão" traduz em imagens a poesia de John Keats



Um dos maiores poetas da língua inglesa, John Keats recebe uma cinebiografia a sua altura. Dirigido e roteirizado por Jane Campion de "O Piano" (93), o filme acompanha o envolvimento de Keats (Ben Whishaw) com Francis "Fanny" Browne (Abbie Cornish), que conheceu Keats através de amigos de sua família e mais tarde, passaria a ser sua vizinha, alugando parte da casa que o poeta dividia com o amigo Charles Brown (Paul Schneider).

Na história real, Fanny tinha uma relação especial com a costura e o filme não só se refere à ela, como a usa como desculpa para dar à personagem um belíssimo guarda-roupa, com vestidos e chapéus sofisticados, criados por Janet Patterson, que renderiam até uma indicação ao Oscar de Melhor Figurino.

Jovem, bonita e agitada, Fanny frequentava a sociedade local e isso incluia participar constantemente de festas e bailes, atividades que vão perdendo a graça e o interesse para a garota a partir do momento em que ela conhece o sofrido poeta e passa a visitá-lo, tomando seus livros emprestados e pedindo a ele, mais tarde, aulas sobre poesia.

Keats inicialmente nem presta muita atenção na garota, pois passa a maior parte do tempo cuidando do irmão Tom (Olly Alexander), moribundo, com tuberculose. Sem recursos, os dois irmãos são sustentados por Brown.

Após a morte de Tom, John passa a morar com Charles, e logo, os dois recebem também a família Brawne. Sob o mesmo teto, o romance finalmente floresce e Fanny torna-se a musa do poeta e inspiração para o belo poema "Bright Star", que dá título e é citado no filme, mas as convenções da época e a doença de Keats acabam atrapalhando as intenções do casal.

Além da beleza dos textos de Keats, também existe a beleza natural dos cenários onde o romance acontece e uma parte considerável do prazer de acompanhar esta trágica história de amor está no visual das paradisíacas paisagens inglesas e seus jardins, de flores do campo de cores muito vivas.

O tom é contemplativo, o texto, muita vezes, literário, e o filme foge completamente dos padrões a que nos acostumamos nos últimos tempos; mas a interpretação do casal central e o belíssimo visual tornam a história real de "Brilho de uma Paixão" uma obra imperdível, que deve agradar principalmente aos mais românticos.

O "O Brilho de Uma Paixão" chega aos cinemas brasileiros no dia 14/05.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Julie & Julia (2009) - Uma história de amor à Gastronomia



Um intervalo de 50 anos separam as duas histórias reais das protagonistas deste filme; quando Julia Child (Meryl Streep) aparece na tela pela primeira vez, estamos no final da década de 40 e ela está chegando em Paris, ao lado do marido Paul Child (Stanley Tucci), um diplomata que acaba de ser transferido para a embaixada americana na França.

O casal é bastante improvável para os padrões mais tradicionais: formado por uma mulher alta, um tanto desajeitada, mas com uma personalidade exuberante e um homem pequeno, careca, discreto, mas perdidamente apaixonado por ela.

Acompanhamos os dois agindo como todo turista recém-chegado, e com aquela dose extra de desinformação que parece existir especialmente entre os americanos, quando descobrem por lá algo que está longe de ser um segredo: a excelência da culinária francesa.

Se apaixonam por ela, e em uma época em que o lugar das mulheres não era exatamente nas cozinhas de restaurantes, Julia luta contra os preconceitos até conseguir penetrar na mais conhecida e prestigiada academia de gastronomia francesa: O Cordon Bleu; na época uma escola essencialmente masculina que formava apenas a nata dos chefs de cuisine do mundo.

Nesse mundo reservado para poucos, a dona de casa começa a sentir a necessidade de dividir seu novo conhecimento com suas compatriotas, do outro lado do Atlântico, e ao lado de duas sócias francesas inicialmente, inicia uma escola e depois faz de um livro seu grande projeto: Mastering the Art of French Cooking, com suas mais de 700 páginas e 524 receitas; demora uma década para ser concluído e torna acessível pela primeira vez a culinária francesa para as donas de casa americanas.

E é aí que entra a segunda protagonista do filme Julie Powell (Amy Adams), inicialmente parece não ter nada em comum com Julia Child, além da nacionalidade.

Em um momento complicado de sua vida, depois de tentar escrever um livro e desistir, ela trabalha atendendo ao telefone da construtora responsável pelo projeto de reconstrução do World Trade Center, em 2002, após os atentados de 11/09.

Um trabalho estressante e sem perspectivas, sua vida consegue ainda piorar um pouco mais, depois que se muda para uma vizinhança nada charmosa no Queens e incentivada pelo marido Eric Powell (Chris Messina); embarca em um projeto ambicioso, o de fazer cada uma das 524 receitas descritas no livro de Julia Child, no período de 1 ano, dividindo sua experiência com o restante do mundo em um blog.

Como Julia, Julie se apaixona pela culinária francesa e fica tão obcecada pela culinarista e pelo projeto, que parece pronta a deixar de lado qualquer coisa em sua vida que esteja no caminho e até mesmo seu compreensivo marido, chega a perder a paciência com os altos e baixos da blogueira.

O roteiro da diretora Nora Ephron, baseado nos livros das duas personagens procura os pontos comuns e faz do filme um ótimo entretenimento, com boas interpretações dos dois lados da história, que nos fazem até mesmo acreditar que Meryl Streep, com seu 1,68m de altura é uma "giganta" desajeitada com mais de 1,80m.

Já para quem tem algum interesse, mesmo que mínimo por culinária, o filme é obrigatório e um prazer à parte. Apenas um conselho: nunca vá ao cinema com fome.

As cenas que envolvem comida boa, são tão explícitas, que podem fazer qualquer um, sair correndo do cinema, em busca do primeiro restaurante francês que puder encontrar.

Parece que a receita do filme tem bem mais de um ingrediente certo para entrar na lista dos "oscarizaveis" deste ano, embora neste quesito a gente nunca possa ter muita certeza sobre o que "sairá do forno".

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Miss Austen Regrets - Os últimos anos de uma das maiores escritoras inglesas



Da mesma maneira que suas heroínas, a escritora Jane Austen enfrentou muitas das convenções de sua época lutando em busca do final feliz que todas alcançaram em sua obra, mas que infelizmente, a autora não conseguiu para si mesma.

É nesta premissa que se baseia o roteiro de "Jane Austen Regrets" (2008), um filme para a TV produzido pela emissora BBC 1, que já está disponível em DVD importado e faz parte da coleção "Jane Austen´s Sense & Sensibility Collector´s Set".

O foco desta biografia é nos últimos anos de vida da escritora, que morreu em 1817, aos 41 anos de idade, depois de passar por um longo período doente. Dirigido por Jeremy Loving, o filme é um verdadeiro achado para quem se encantou pelo romantismo de "Amor e Inocência" (2007), mas sentiu nele a ausência de melhores expicações para o fato de uma mulher que tanto valorizou o amor, descrevendo-o em sua obra como a maior das realizações humanas, aquela que tem força para vencer tudo; acabou sozinha, de uma forma tão melancólica; em uma época e sociedade em que permanecer solteira tinha um peso enorme e significava uma verdadeira condenação social para uma mulher.

O roteiro, desenvolvido por Kevin Hood, foi baseado na correspondência entre Jane (Olivia Williams), sua irmã Cassandra (interpretada por Gretta Scacchi) e sua sobrinha Fanny (Imogen Potts) e mostra a escritora como uma mulher inteligente, que tem uma visão muito clara e crítica e por isso é muito bem resolvida, apesar de sofrer com as restrições que suas decisões significavam.

Mas as piores críticas partem da própria casa da autora, sua mãe interpretada por Phyllida Law, mostra-se um "poço de amarguras" sempre despejando suas frustrações sobre a filha, a quem acusa de ser a causa de tudo de ruim pelo que passa e passou a família.
Uma atitude que deixa clara para qualquer pessoa a razão das mães mostradas em seus livros serem, em geral, figuras tão negativas.

As diversas chances que Jane teve para casar-se são mostradas em flashback e entre elas, um relacionamento com o Reverendo Brook Bridges (Hugh Bonneville) chama atenção por ser o mais próximo do que poderia ter sido um casamento bem sucedido; mesmo assim, a autora deixa claro que não conseguiria abrir mão de suas obras para viver ao lado de ninguém, nem mesmo de seu grande amor. Gerações e gerações de ávidos leitores agradecem.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Coco antes de Chanel (Coco avant Chanel - 2009)



Uma figura emblemática e talvez a mais importante da moda no século XX, Coco Chanel já teve sua vida visitada pelo cinema notadamente, no ano passado com o filme feito para a TV "Coco Chanel", com Shirley MacLaine, no papel da estilista.

Mas desta vez, trata-se de uma produção francesa, dirigido por Anne Fontaine e com Audrey Tautou e seu sucesso internacional, ajudando a dar uma cara mais internacional ao filme, já que a atriz francesa despontou como estrela para o restante do mundo em dois grandes sucessos "Amélie Poulain"(2001) e "O Código da Vinci" (2006).

Mas a história da retratada ajuda muito, de criança abandonada em um orfanato de freiras no interior da França, a jovem Gabrielle Chanel, ganha seu apelido quando ao lado da irmã Adrienne (Marie Gillain), se apresenta em cabarés, durante à noite, cantando a canção "Qui qu’a vu Coco dans l’Trocadéro?", com uma letra divertida que faz menção a um cãozinho perdido.

Durante o dia, Gabrielle trabalha como costureira, também ao lado da irmã fazendo ajustes nas roupas em uma oficina de costura.

Mas é no cabaré que Gabrielle conhece o milionário Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde) e o encanta com sua personalidade forte. Nasce ali um relacionamento que levará Chanel a conviver com homens ricos, atrizes e cortesãs, em um mundo que até então ela não conhecia.

Coco Chanel jamais admitiu suas origens pobres, mentindo que era filha de milionários que desapareceram a caminho da América.

É no convivio com Balsan que ela conhece Arthur Capel (Alessandro Nivola), um playboy britânico por quem a estilista se apaixona e que enxerga na garota de olhos e atitudes intensos todo seu potencial, incentivando-a a ir para Paris atrás de seus sonhos.

Mulher moderna, ela ajuda a moda feminina a dar um salto considerável, libertando a mulher de espartilhos, chapéus gigantes e todos os tipos de excessos tão comuns no final do sec XIX.

Audrey captou tão bem a personagem que será difícil vê-la de agora em diante sem lembrar da estilista.

Muito bem ambientado na França do início do século XX, o filme reconta com muita propriedade o início da história de uma das razões da moda francesa ter chegado aonde chegou e não será nenhuma surpresa vê-lo na lista de candidatos a melhor filme estrangeiro na premiação do Oscar deste ano.

domingo, 18 de outubro de 2009

Filme bom a caminho...

Com direção de Robert Redford, um novo filme, que começa a ser rodado nesta semana, promete jogar um pouco de luz sobre a história do assassinato do presidente Abraham Lincoln.

A história de "The Conspirator" se foca no que aconteceu após a morte do presidente, assassinado por John Wilkes Booth, mostrando Mary Surratt, a única mulher envolvida no crime, era dona de uma pensão e foi parar nos tribunais e acusada ao lado de seu filho, de fornecer armas aos conspiradores.

Frederick Aiken, um advogado idealista, herói da Guerra Civil, luta para provar a inocência de Surratt.
No elenco estão James McAvoy, Robin Wright Penn, Tom Wilkinson, Evan Rachel Wood, Kevin Kline e Alexis Bledel. O roteiro é de James Salomon.

Me parece uma história interessante, enquanto esperamos mais um pouco pela biografia de Lincoln prometida por Spielberg, estrelada por Liam Neeson.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Jimi Hendrix nas telonas



Woodstock fez 40 anos e nada mais icônico, dentro deste festival, do que a imagem do guitarrista Jimi Hendrix tocando em sua guitarra o "Star-Spangled Banner", o hino nacional americano, naquele momento em que uma enorme multidão se reunia para três dias de celebração da paz.

Uma imagem que pode se repetir nas telas de cinema, segundo a revista Variety, os estúdios Legendary preparam um filme sobre Hendrix e desta vez apostam que conseguirão o sinal verde necessário por parte de seus herdeiros para que a produção finalmente aconteça.

Não é a primeira vez que este projeto surge em uma produtora de cinema, Lenny Kravitz e Andre Benjamin (Outkast) já foram considerados para interpretar Hendrix, mas as dificuldades de negociar com Janie Hendrix, irmã do guitarrista, acabaram por inviabilizar os projetos.

Envolvidos nesta nova tentativa estão os produtores Bill Gerber e Thomas Tull. O roteiro está nas mãos de Max Borenstein.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Freud Além da Alma (Freud: The Secret Passion - 62)

Encontrei uma verdadeira pérola do cinema por acaso e pesquisando um pouco mais tarde, descobri que ela se encontra refém há muito tempo dos chamados canais pagos e indisponível tanto em sua versão VHS quanto em DVD, uma pena, já que "Freud, Além da Alma" (1962) é um daqueles filmes obrigatórios para quem tem um mínimo interesse em psicanálise.

Filmado em preto e branco, "Freud, Além da Alma" foge bastante dos padrões das cinebiografias por não fixar-se na história do personagem, mas por acompanhar o início de sua carreira e a base da formulação de suas teorias, que acabaria gerando anos mais tarde, a própria psicanálise.

Sigmund Freud era antes de tudo médico e após passar alguns anos clinicando, começa a ter um maior interesse no estudo da histeria, uma manifestação que na época não era levada muito a sério por seus colegas, que encaravam a doença quase como uma fraude, uma tentativa desesperada de obter atenção ou livrar-se das obrigações.

Mas seus estudos, inclusive como aluno do Dr Charcot, em Paris, o levam a novas, e surpreendentes conclusões, que na época serviram para que toda a comunidade médica conservadora de Viena, que era muito avessa a considerar a hipnose como uma ferramenta válida, torcesse o nariz.

Neste filme de John Huston, a própria fotografia em preto-e-branco ajuda a ressaltar o clima onírico, referindo a acontecimentos que muitas vezes não se tem certeza se são reais ou frutos da mente do médico ou de seus pacientes. Algumas das cenas, as que recriam sonhos relatados por pacientes, chamam atenção esteticamente, reforçando o fato de tratar-se de uma produção caprichada.

Aliás, capricho não só visual, como de conteúdo, já que o roteirista não creditado de "Freud Além da Alma" foi o filósofo francês Jean-Paul Sartre, uma das grandes mentes do século XX.

No elenco estão Montgomery Clift, Susannah York, Larry Parks e David McCallum.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mais personagens reais nas telas


A realidade política tem despertado a atenção dos produtores de Hollywood e depois de W. e Frost/Nixon, vem aí um novo filme da HBO mostrando personagens reais, deste mundo turbulento.

Intitulado "The Special Relationship", o filme contará com Dennis Quaid, no papel de Bill Clinton e Julianne Moore como Hillary.

Mas quem acha que o filme será apenas sobre a vida pessoal do casal que chegou a enfrentar turbulências mil enquanto ocupava a Casa Branca está bem enganado: o relacionamento do título do filme é o de Clinton com o Primeiro Ministro Britânico Tony Blair, papel que estará mais uma vez nas mãos de Michael Sheen.

Para quem não se lembra, Michael já foi Blair em dois filmes: The Deal (2003), uma produção para TV, e A Rainha (2006); ambos dirigidos por Stephen Frears. A senhora Blair será novamente Helen McCrory, de "A Rainha".

O roteiro é do ótimo dramaturgo Peter Morgan (Frost/Nixon), que também está sendo considerado para a direção.

Anthony Hopkins será Hemingway no cinema


O escritor Ernest Hemingway é um grande nome da literatura universal e Hollywood parece ter se lembrado disso agora. Existem dois projetos de dois estúdios diferentes com intenção de mostrar a vida do autor no cinema.

O mais definido, por enquanto, é capitaneado pelo ator Andy Garcia e colocará em foco o relacionamento do escritor com Gregorio Fuentes, o capitão de Pilar, seu amado barco de pesca.

Intitulado "Hemingway & Fuentes", o filme será dirigido e roteirizado por Garcia, terá Anthony Hopkins no papel do escritor e Anette Benning como Mary Welsh, a última esposa de Hemingway.

O projeto tem o apoio e o auxílio de Hillary Hemingway, sobrinha de Ernest, que está ajudando no script.

Para Andy Garcia não se trata de uma cinebiografia, mas de um filme histórico que se aprofundará na psique do autor, seu relacionamento com Fuentes e seu grande amor pela pesca.

E para quem conhece a obra de Hemingway, o filme terá um interesse especial, já que Fuentes é considerado o inspirador do personagem Santiago, na obra prima de Hemingway, "O Velho e o Mar" (52).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Alfred Hitchcock de volta às telas


Um dos maiores diretores que o cinema já teve, Alfred Hitchcock será o personagem central de uma nova produção no mínimo instigante, para um sem número de fãs de seu trabalho.

O filme chama-se "Number 13", o mesmo nome de um filme do mestre do suspense de 1922, que seria o seu primeiro trabalho, mas que não chegou a ser terminado e sobre o qual não há muitos registros hoje em dia.

Na trama, o ator principal escalado para o filme é assassinado e o editor suspeita que o diretor teria cancelado a produção, numa tentativa de encobrir a verdade.

Real ou mito, "Number 13" será dirigido por Chase Palmer e terá Dan Fogler no papel de Hitchcock. Também já estão confirmados no elenco Ewan McGregor e Emily Mortimer.
As filmagens começam no final de 2009 e o filme deve chegar aos cinemas em 2011.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Filmes que veremos em 2009: W.



O "reinado" de George W Bush na Casa Branca está quase terminando, o mundo agradece, mas esta ainda não será a última vez em que ouviremos falar desta triste criatura.

Ele deve voltar à berlinda por aqui, ainda em 2009, quando "W." sua biografia dirigida por Oliver Stone chegar às telas brasileiras. Com Josh Brolin retratando o mais impopular dos presidentes dos EUA.

Basta dar uma olhada no trailer para logo perceber sua vocação cômica, que foi muito bem recebida pela crítica americana que de um modo geral, elogiou bastante a produção.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Steven Soderbergh filma biografia de Liberace


Embora seja um personagem real, Liberace era bem mais estranho do que muitos personagens da ficção.

Falecido em 1987, o pianista ganha agora uma cinebiografia dirigida por Steven Soderbergh e com Michael Douglas no papel principal.

Matt Damon também está no elenco, no papel de Scott Thorson, o amante de Liberace. Com suas roupas chamativas, ele fez muito sucesso nas décadas de 50 e 60, polêmico, nunca chegou a assumir sua homossexualidade e até mesmo processou um tablóide britânico por insinuar que era gay.

Com roteiro de Richard LaGravanese, o filme ainda não tem uma previsão de lançamento.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

The Duchess - biografia de personagem do sec XVIII reacende polêmica sobre Princesa Diana



Uma história de amor trágica entre pessoas proeminentes na corte britânica, um casamento de interesses, casos extra conjugais transformam a vida da esposa traída em um inferno e levam sua atenção para interesses sociais e políticos que a transformam em um modelo para toda a sociedade de sua época.

Parece familiar, não? Por incrível que pareça, esta história que se repetiu no século XX com Diana Spencer é na verdade de uma ancestral dela, da Duquesa Georgiana Spencer Cavendish, que viveu no século XVIII e que agora chega aos cinemas no filme "The Duchess".

Vivendo na época da Revolução Francesa, a Duquesa fez questão de deixar sua marca em uma época em que as mulheres não tinham voz, nem vez.

Adaptado a partir do best-seller de Amanda Foreman, o filme foi dirigido por Saul Dib e tem em seu elenco Keira Knightley (Duquesa Georgiana), Ralph Fiennes (Duque de Devonshire), Charlotte Rampling, Dominic Cooper. A estréia no Brasil está agendada para novembro.

Clique aqui para conferir o trailer de "The Duchess".

terça-feira, 4 de março de 2008

Compositor Vivaldi também ganha cinebiografia

A caminho mais uma biografia, desta vez Hollywood se prepara para contar em filme a vida do compositor Vivaldi. No elenco já confirmados Joseph Fiennes, Neve Campbell, Malcolm McDowell, Gerard Depardieu, Elle Fanning, Carice van Houten e Jacqueline Bisset.

O foco do roteiro é na juventude do músico, quando Vivaldi era um jovem padre com sérios problemas de saúde que, em 1704, se torna professor de música de um Orfanato para Moças em Veneza. O filme será dirigido por Boris Damast e ainda não tem uma data de estréia prevista.

Hollywood volta seus olhos pra Bob Marley


A viúva de Bob Marley, Rita Marley acaba de assinar um acordo com os produtores da empresa Weinstein Co para produzir uma adaptação de sua autobiografia para o cinema No Woman No Cry: My Life With Bob Dylan. Lançado em 2004 o livro é focado no relacionamento do cantor com a esposa e deve retratar até mesmo a tentativa de assassinato contra o músico que terminou com Rita sendo baleada na cabeça.

Enquanto a produtora ainda não oferece mais detalhes sobre o projeto, Rita Marley não se importa de indicar seus favoritos para o elenco, escolhendo a cantora Lauryn Hill para interpretar o seu personagem e seu neto Stefan para o papel de Bob. O filme deve ser lançado no final de 2009.

Outro que está concentrado em Marley é o cineasta Martin Scorsese que já está começando a trabalhar em um documentário sobre o artista com previsão de lançamento em 2010.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Cinebiografias continuam invadindo Hollywood

Mais alguns projetos devem ser adicionados a já extensa lista de cinebiografias que deve invadir o cinema durante as próximas temporadas: a Universal Pictures acaba de adquirir os direitos para filmagem do livro "I Am a Man", do escritor Hampton Sides, sobre o assassinato de Martin Luther King, em Memphis e a posterior caçada a seu assassino, James Earl Ray.

Comenta-se que foi uma compra milionária, mas o que mais surpreende é o fato de que o livro ainda nem está pronto. A adaptação do roteiro será feita por Mark Bowden.

O próprio Mark já está envolvido em uma outra cinebiografia, uma das mais polêmicas por sinal, "Killing Pablo", é baseado em um livro de Bowden, narra a caçada ao traficante colombiano Pablo Escobar e já está em fase de produção, com o ator Javier Bardem, no papel principal e dirigido por Joe Carnahan. Os dois novos filmes têm estréia prevista para 2009.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Biografias devem agitar o mundo cinematográfico em 2009

Pelo menos duas grandes super produções de Hollywood prometem jogar alguma luz sobre a vida de duas grandes figuras da História.

O primeiro projeto é de Steven Spielberg, retrata o 16º Presidente dos EUA, Abraham Lincoln, e será baseado no livro da historiadora Doris Dearns Goodwin "The Uniter: The Genius of Abraham Lincoln" ainda não traduzido para o português.

Embora ainda não existam muitos detalhes disponíveis sobre a produção, já que Spielberg ainda está envolvido nas filmagens do quarto Indiana Jones, o elenco já começou a ser escalado: Liam Neeson será Lincoln, enquanto que Sally Field, será a primeira dama Mary Todd. O filme começa a ser rodado no início de 2008.

Outro que receberá uma super-produção biográfica é o dramaturgo inglês William Shakespeare. O filme é um projeto do ator Ben Kingsley, que assume a produção e o papel principal.

Baseado no livro recém-lançado "Will" de Christopher Rush, o filme mostrará o final da vida do autor e seus encontros, já no leito de morte, com o advogado responsável pela elaboração de seu testamento.

As filmagens de "Will" também começam em 2008. Ambos os filmes tem lançamento previsto para 2009.