Existem algumas boas razões para receber o terror "A Mulher de Preto" com alegria nos cinemas.
A primeira é que se trata do primeiro filme estrelado por Daniel Radcliffe depois do último capítulo da Saga Harry Potter e também o primeiro papel adulto que ele assume em sua carreira, que, a se julgar por este início, deve ser bastante promissora.
Sem os óculos e a tal cicatriz em formato de raio na testa, Daniel é Arthur Kipps, um jovem advogado viúvo, com um filho pequeno, que depois da morte da esposa vive um período complicado em sua vida profissional e por isso, não tem muita escolha, senão aceitar viajar até um vilarejo costeiro, distante de Londres para organizar os papéis e vender uma velha mansão de uma falecida cliente do escritório em que trabalha.
Mas ao chegar no povoado ele percebe que sua situação profissional é o menor de seus problemas. Hostilizado pela população local, ele passa a ter visões perturbadoras na isolada mansão, enquanto presencia mortes terríveis no vilarejo, onde apenas deseja fazer seu trabalho.
A assinatura da ressuscitada produtora Hammer empresta estilo ao filme dirigido por James Watkins. Especializada em terror, a Hammer tem uma longa lista de serviços prestados ao gênero, com filmes que sempre sugeriram mais o medo, do que o explicitaram.
E clima tenso constante é o que se encontra em "A Mulher de Preto", garantido por escolhas cuidadosas de locação, que incluem um estranho vilarejo e uma mansão parcialmente destruída pelo tempo, que, claro, fica completamente isolada do mundo durante a maré cheia.
Se os cenários exteriores são assustadores, os interiores são apavorantes e não tem como ficar indiferente a alguns detalhes perturbadores da casa mal assombrada como a tétrica coleção de brinquedos da era vitoriana.
Com certeza, uma ótima oportunidade para o público de levar muitos sustos durante o filme e passar algum tempo com um certo medo das sombras sugeridas pela escuridão.
O filme é a segunda adaptação para cinema do livro homônimo escrito por Susan Hill. A primeira, de 1989, tem uma estranha coincidência, o ator escolhido para viver o jovem Arthur Kipps é Adrian Rawlins, que interpretou o pai de Harry Potter nos filmes da saga.
sábado, 3 de março de 2012
A Mulher de Preto chega aos cinemas brasileiros
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domingo, 21 de agosto de 2011
O final de uma era - Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 chega aos cinemas
Para quem acompanhou a versão cinematográfica de Harry Potter, nos últimos 10 anos, chegou o momento mais importante: O capítulo final, a tão aguardada conclusão da saga e todas as emoções que ela reserva chega finalmente aos cinemas.
Para muitos é o final de uma era e neste momento não importa que todos ou quase todos já conheçam o destino final do bruxinho desde 2007, quando foi lançado o livro em que "Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 2" é baseado, mas a emoção de finalmente ver o eletrizante desfecho transcrito para as telonas ainda move as multidões que fizeram que o filme batesse todos os recordes de bilheteria como a maior estreia desde "Batman - O Cavaleiro das Trevas"(2008).
É preciso lembrar que o sétimo e último livro da saga foi dividido em duas partes com a promessa explícita de que os cortes e simplificações que foram tão criticados pelos fãs durante toda a versão cinematográfica, não aconteceriam desta vez. Mas aconteceram.
Retomando a história a partir da invasão de Gringotes, o filme tem alguns pequenos problemas de ritmo e uma criminosa e inexplicável aceleração em sequencias importantes como a revelação dos segredos de Severus Snape (Alan Rickman) e até mesmo no aguardadíssimo fim de Belatrix Lestrange (Helena Bonham Carter), as emoções da tela ficaram devendo frente as impressas nas páginas do livro.
Uma falha bastante grave, especialmente para quem conhece o potencial do fantástico Alan Rickman que, tivesse tido o tempo de tela necessário, era candidato automático a melhor ator em todas as premiações da próxima temporada.
E já que falamos em atuações, o trio Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint entrega suas melhores performances em toda a série, mostrando que afinal têm mesmo futuro no cinema se ousarem sair da sombra da franquia escolhendo muito bem seus próximos trabalhos.
Dirigido por David Yates, que assumiu os filmes da série a partir de "Harry Potter e a Ordem da Fênix" (2007), e foi o responsável pelo mergulho cada vez mais profundo na escuridão, depois do clima de fábula infantil dos primeiros filmes dirigidos por Chris Columbus, o filme tem a seu favor impecáveis direção de arte e fotografia que mostram diante dos olhos dos fãs toda a destruição de Hogwarts e a dor dos participantes de cada batalha até o desfecho final.
Já o controverso e, para alguns, desnecessário Epílogo além de servir como alívio e mostrar que o mundo mágico terá sua continuidade depois daquela Guerra tão trágica, também serve para mostrar que existe sim espaço para futuras histórias dentro do mundo criado por JK Rowling com tanta maestria, basta querer e talvez em breve, tenhamos no cinema as aventuras de uma nova geração em Hogwarts.
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Drika Maraviglia
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sábado, 20 de agosto de 2011
Harry Potter volta em remake de terror
Depois do emocionante capítulo final da série Harry Potter, os fãs de Daniel Radcliffe devem preparar-se para ainda mais emoções. O ator encabeça o elenco do filme de terror "Woman In Black", com estreia prevista para fevereiro de 2012.
O filme é um remake de um clássico da Hammer de 1989 e conta a história de Arthur Kipps (Daniel Radcliffe), um jovem advogado viúvo e com um filho pequeno, que aceita cuidar do testamento de um cliente em um vilarejo remoto onde começa a esbarrar em segredos e encontra o fantasma de uma mulher sedento de vingança.
Em entrevistas recentes, Daniel tem descrito o filme como assustador, mas ao mesmo tempo, tem elogiado a obra por permitir espaço para construções mais profundas dos personagens, do que o padrão do gênero.
Por uma daquelas estranhas coincidências, na versão de 1989, o ator que fez o papel que hoje é de Radcliffe é Adrian Rawlins, que interpretou James Potter, o pai de Harry Potter, durante os filmes da série.
O diretor de "Woman in Black" é o britânico James Watkins, que tem em seu currículo apenas "Eden Lake"(2008); mas que já tem muita experiência como roteirista de filmes como O Olho que Tudo Vê (2002), A Face Oculta do Mal (2007) e O Abismo do Medo 2 (2009). O roteiro de "The Woman In Black" é baseado no livro homônimo de Susan Hill, que foi adaptado por Jane Goldman.
Também participam do elenco Ciarán Hinds e Janet McTeer. O trailer oficial de "The Woman in Black" já está na rede.
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domingo, 23 de janeiro de 2011
Atração Perigosa - Ben Affleck é o diretor de filme policial acima da média
Charleston é um bairro de Boston que conquistou uma fama bastante negativa; a de ser a origem de diversas gerações de ladrões de bancos e carros-forte.
Nesta vizinhança nasceu e cresceu Doug MacRay (Ben Affleck); um dos maiores exemplos da manutenção desta tradição e ao lado de um grupo de amigos de infância, que trata como se fossem membros de sua família, já que foi abandonado pela mãe e seu pai sempre estava ausente entre assaltos e a prisão, dedica-se a fazer assaltos muito bem planejados a bancos da cidade e como seu pai passa a viver a serviço de uma versão irlandesa da máfia comandada pelo florista Fergus 'Fergie' Colm (Pete Postlethwaite).
Em um assalto a banco, acontece uma complicação: para conseguir fugir a quadrilha sequestra a gerente do banco Claire Keesey (Rebecca Hall) e mais tarde, descobre que se trata de uma moradora do bairro. Temendo que a garota identifique os membros da quadrilha para o FBI, Doug aproxima-se dela e os dois acabam vivendo um romance.
O segundo filme de Ben Affleck como diretor mostra que seu futuro atrás das câmeras pode ser enfim, brilhante. Depois de criar muita expectativa conquistando o Oscar de melhor roteiro em 1998 por "Gênio Indomável", seu filme de estreia, o ator teve altos e baixos em sua carreira, sem nunca mais voltar ao mesmo nível do início.
"Atração Perigosa" pode recolocá-lo no caminho certo, especialmente pelo trabalho do elenco que colocou o filme na lista de diversos prêmios importantes desta temporada, como o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Jeremy Renner e o BAFTA para Pete Postlethwaite.
Adaptando o livro "The Prince of Thieves", de Chuck Hogan, Ben traz a narrativa para Boston, sua cidade natal e em terreno conhecido encena mais uma vez a trama do ladrão que quer mudar de vida, mas tem contra seus planos inúmeros obstáculos para abandonar o único modo de vida que conheceu.
Com cenas de ação eletrizantes, "Atração Perigosa" é um filme acima da média e pode até surpreender conseguindo algumas indicações ao Oscar.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O lado patético dos relacionamentos segundo Woody Allen
Tudo indica que Woody Allen não se encontra exatamente no auge de sua forma, mesmo assim, um filme que esteja aquém da média do catálogo do diretor, ainda estará um tanto acima daquilo que costumeiramente chega todas as semanas em nossas salas de cinema.
Além disso, o prestígio do diretor contribui para que mesmo em seus filmes menores exista um elenco de astros dignos das super produções e dispostos a defender com graça os personagens de seus roteiros.
Depois do retorno nostálgico a Nova York em "Tudo Pode dar Certo", o cineasta volta a filmar na Europa, mais especificamente em Londres, cidade que tem servido de cenário para sua obra há algum tempo.
Com uma boa dose de cinismo, Allen, que não aparece na tela, mas usa a voz para assumir o papel de narrador da trama, nos convida a olhar mais de perto uma certa família londrina às voltas com problemas de relacionamento amoroso.
Depois de um casamento de 40 anos, Alfie (Anthony Hopkins), em pânico por não conseguir enfrentar o próprio envelhecimento, divorcia-se de Helena (Gemma Jones) e passa a buscar uma vida diferente daquela que teve até agora.
A esposa abandonada no processo, busca aconselhar-se com Cristal (Pauline Collins), uma vidente que passa a dizer-lhe exatamente o que quer ouvir.
Por sua vez, Sally (Naomi Watts), a filha do casal também vive um momento ruim em seu casamento com Roy (Josh Brolin), um homem que desistiu da medicina, escreveu um livro que fez algum sucesso há algum tempo atrás e, agora, tenta escrever seu segundo livro; mas sabe que não tem nas mãos uma história suficientemente boa para sequer ser aceita pela editora.
Para piorar a situação, Alfie encontra Charmaine (Lucy Punch), uma prostituta com metade de sua idade e decide casar-se com ela. Enquanto isso, Roy encontra em Dia, uma vizinha indiana (Freida Pinto), uma forma de aceitar melhor o divórcio que Sally acaba pedindo por considerá-lo muito imaturo.
Mergulhando aos poucos nas desventuras destes casais completamente desajustados, Allen propõe ao público que observe mais uma vez o quanto algumas situações podem trazer para fora aquele lado ridículo que normalmente escondemos muito bem dentro de nós mesmos.
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Drika Maraviglia
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domingo, 28 de novembro de 2010
O melhor até agora - Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 1
E chega aos cinemas o filme mais aguardado do ano, a primeira parte do último livro da Saga Harry Potter, desembarca nas salas de cinema grandiloquente, sombrio e carregado de expectativas.
Quem leu os livros sabe que a série de filmes nunca foi exatamente fiel, deixando para trás personagens, tramas; tudo devida ou indevidamente simplificado para atender aos padrões da indústria cinematográfica e acumulando uma série de detalhes que acabavam sendo retomados no livro final, o que complicava sua adaptação.
Com a promessa de uma maior fidelidade ao livro final feita tanto pelo diretor David Yates, como pelo roteirista Steve Kloves e sem muito espaço para as explicações devidas a quem apenas assistiu os filmes, a sensação deste penúltimo capítulo em filme é a de que estamos diante de uma obra para "iniciados".
O ritmo é veloz, o tom é sombrio; mas agora existe espaço para acompanharmos os momentos de profunda solidão de Harry (Daniel Radcliffe), que não está mais aprendendo a lidar com seu destino, mas enfrentando-o bravamente com a ajuda dos amigos de sempre Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), que não apenas cresceram na trama, mas como atores em frente das câmeras, apresentando neste sétimo filme a sua melhor performance.
Com o extra visual de paisagens quase sempre inóspitas e pouco convidativas, mas belas em sua tradução para a tela grande, o filme foi inicialmente pensado para ter uma versão 3D, mas a desistência da ideia provou-se mais do que correta, já que tecnicamente esta adaptação acabaria por comprometer uma fotografia que se apresenta impecável dentro dos altos padrões de Yates e do estreiante na série, Eduardo Serra.
Também merece destaque a direção de arte que cria uma versão bruxa belíssima da máquina de propaganda Nazista, no Ministério da Magia.
O trio central se apresenta como adolescente em alguns momentos e jovens adultos no próximo, lutando por sua sobrevivência e para localizar e destruir cada uma das Horcruxes, objetos mágicos que guardam porções da alma de Voldemort, a missão deixada para eles pelo Professor Albus Dumbledore (Michael Gambon), enquanto se distanciam mais e mais de suas famílias, da escola e de tudo o que até então era importante em suas vidas.
Enquanto isso, Lord Voldemort (Ralph Fiennes) e seus fiéis seguidores estão colocando o "show na estrada" por assim dizer; matando, torturando e finalmente tomando o poder dentro do Ministério da Magia, o mal agora parece concentrado em uma busca de algo que nem Harry compreende bem o que é, mesmo quando presencia cenas desta busca em suas já habituais visões.
Cheia de emoções, como o livro em que se baseia, esta é até agora a melhor adaptação da obra de JK Rowling, até certamente a estreia da Segunda Parte, que promete ser o ponto cinematográfico mais alto da série.
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Drika Maraviglia
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Quando me Apaixono - Estreia de Helen Hunt na direção não decepciona
Chegando em DVD no Brasil com pelo menos 3 anos de atraso, depois de uma passagem muito rápida pelos cinemas, "Quando me Apaixono" (Then She Found Me), o primeiro filme dirigido e protagonizado pela atriz Helen Hunt e que também tem no elenco Colin Firth, Matthew Broderick e Bette Midler.
Baseado no livro homônimo de Elinor Lipman, o filme é um projeto longamente acalentado por Hunt, que levou praticamente uma década para convencer a autora a vender-lhe os direitos de filmagem e a seguir, para captar recursos para a sua realização.
April Epner (Helen Hunt) é uma professora de 39 anos que se casa com seu melhor amigo e colega de trabalho, Ben Green (Matthew Broderick). Pressionada pela família e por seu próprio relógio biológico, ela passa a buscar engravidar o mais rápido possível, mas suas tentativas acabam em frustração, ainda mais quando o marido decide acabar o casamento.
Mas este é só o começo da confusão na vida de April, que também precisa entender-se com sua mãe biológica, uma apresentadora de TV (Bette Midler), que a reencontra, depois de abandoná-la ainda bebê, e quer um espaço em sua vida.
Ao mesmo tempo ela passa a interessar-se pelo pai divorciado (Colin Firth) de um de seus alunos, ele também vivendo uma grande crise, após ser abandonado pela esposa.
E para piorar tudo, April descobre que está grávida do ex-marido.
Com fortes elementos de drama humano sobre relacionamentos e alguma comédia, oferecida especialmente pela maravilhosa Bette Midler, inspiradíssima como a mãe amalucada, o filme tem algumas qualidades extras de interpretação que chamam atenção a primeira vista e claramente é uma boa estreia de Hunt atrás das câmeras, com pequenos detalhes aqui e ali que entregam a existência de uma sensibilidade extra para liberar as emoções do elenco, muito a vontade na frente da câmera.
Imperdível para os fãs de cada um dos astros envolvidos e para quem se interessa por ver o cinema falando com alguma emoção verdadeira sobre o complicado mundo dos relacionamentos humanos.
sábado, 13 de novembro de 2010
RED - Aposentados e divertidos
Um elenco de primeira, ação ininterrupta e uma boa dose de humor tornam RED boa opção para quem procura por diversão nas salas de cinema.
Com roteiro adaptado a partir de uma série de quadrinhos, o filme conta a história de Frank Moses (Bruce Willis), um solitário ex-agente da CIA que passa seus dias "puxando conversa" com Sarah (Mary-Louse Parker), a atendente do serviço de pensão quando repentinamente se vê caçado por agentes que tentam assassiná-lo.
Para salvar sua própria pele e da atendente, Frank a sequestra e arrasta através do país, reativando no caminho sua antiga equipe de agentes, todos aposentados, mas ainda suficientemente em forma, para enfrentar cara-a-cara e levar a melhor sobre as equipes atuais.
Assim, os ex-agentes da CIA Joe (Morgan Freeman) e Marvin (John Malkovich), a assassina treinada do MI6 Victoria (Helen Mirren) e até um agente russo (Brian Cox) acabam participando da ação para não só descobrir a razão dos ataques, como buscando readquirir a paz perdida da aposentadoria.
A interação entre os atores é algo para ser observado; veteranos de grande prestígio todos parecem estar divertindo-se muito em cena, apreciando especialmente a chance de fazer movimentadas cenas de ação, seja correndo, atirando com armamento pesado ou lançando piadas, bombas e granadas sobre os inimigos.
E por falar em veteranos, também é muito bom ver o grande Richard Dreyfuss novamente em ação, embora seu personagem não tenha muito tempo na tela.
Em tempo: o título do filme refere-se a classificação que a ficha de trabalho de Moses recebeu após sua aposentadoria Retired Extremely Dangerous, aposentado extremamente perigoso, em português.
Dirigido por Robert Schwentke, o filme teve uma boa performance de bilheteria pelo mundo afora e deve ser muito bem recebido também aqui no Brasil.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O tombo da ciranda financeira de acordo com Oliver Stone
Lá atrás, no final da década de 80, o senso crítico do diretor Oliver Stone já percebia que existia algo de muito errado no caráter dos endeusados YUPPIES (palavra formada a partir das iniciais de Young Urban Professional), uma tribo que parecia pronta para ocupar a liderança do mundo.
Em "Wall Street: Poder e Cobiça" (87); Stone escancara sua preocupação com a ganância sem limites desses jovens, usando para isso o personagem Gordon Gekko (Michael Douglas), um executivo de Wall Street sem escúpulos que não vê nada errado naquilo que faz; desde que escape ileso e com os bolsos cheios de dinheiro.
O resultado foi uma pequena obra-prima do cinema, com a atuação premiada com o Oscar e Globo de Ouro de mehor ator para Michael Douglas.
O tempo passou, Oliver Stone encontrou outros temas para exercer seu sempre presente senso critico, mas em 2008, os Gordon Gekkos da vida real mergulharam o mundo em uma crise financeira sem precedentes e o diretor então viu que surgia o momento ideal de trazer seu vilão de volta.
Em "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme"; depois de pagar por seus crimes, Gekko sai da prisão, depois de escrever um livro onde mostra sua visão sobre o cenário financeiro e prevê a aproximação de uma grande crise, vista com cetecismo e até desprezo pelo setor que passou a considerá-lo um pária.
De outro lado, o jovem e idealista operador financeiro Jake Moore (Shia LaBeouf), noivo da filha de Gekko, Winnie (Carey Mulligan); vê seu chefe e mentor Louis Zabel (Frank Langella) colocado contra a parede pelos primeiros sinais da crise, suicidar-se.
Começa a planejar uma vingança contra Bretton James (Josh Brolin), um executivo considerado por ele como o responsável pela morte de Zabel e para isso, busca a ajuda de Gekko, sem o conhecimento da noiva, que por sinal, não quer nem saber do pai.
Com o desastre financeiro como pano de fundo, o foco de Stone desta vez parece ter caído muito mais sobre o drama humano dos filhos negligenciados pelo pai que até ser preso por seus crimes contra o mercado fnanceiro, só tinha olhos para a dança dos milhões em jogo em cada operação.
Se bem que Stone deixa bem clara a sua posição crítica quanto a esse jogo, com ideias originais como usar o skyline de Manhattan para traçar gráficos e ilustrar a irresponsabilidade da busca por lucros de pessoas comuns na personagem de Susan Sarandon, a enfermeira, mãe de Jake, que perde tudo que tem durante a crise e ouve do filho que para ganhar dinheiro, seria necessário produzir algo.
Lição preciosa que esperamos que os tais especuladores irresponsáveis do mercado globalizado tenham finalmente compreendido.
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Drika Maraviglia
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Os Vampiros que se Mordam: Para rir da Saga Crepúsculo
Os diretores/roteristas Jason Friedberg e Aaron Seltzer especializaram-se em um tipo muito particular de cinema, a paródia de grandes sucessos do cinema.
E depois de pegar no pé dos filmes de terror com a franquia "Todo Mundo em Pânico" e brincar muito com as aventuras de heróis e filmes catástrofe em "Espartalhões" e "Super Heróis a Liga da Injustiça" eles agora viram sua metralhadora giratória contra a Saga Crepúsculo.
O ritmo é o mesmo de sempre, uma piada depois da outra, sem deixar ao público sequer um minuto para respirar; Becca (Jenn Proske), vai viver com seu pai, xerife de Sporks e lá conhece na escola Edward Sulen (Matt Lanter); membro de um clã de vampiros.
Mas também conhece Jacob White (Chris Riggi), um adolescente indígena que se transforma em lobisomem.
A grande brincadeira dos diretores, desta vez tem um acabamento mais completo, com cenários e figurinos idênticos aos do filme original.
Além disso, detalhes quase sutis como os gestos e olhares da atriz Kristen Stewart devidamente imitados por Jenn Proske; assim como o topete do galã Robert Pattinson, transforma-se em motivo certo de risos, desde a primeira cena de Matt Lanter.
Como as boas paródias de cinema que eram tradicionalmente feitas pela revista MAD, este "Vampiros que se Mordam" é uma ótima razão para os fãs não xiitas darem boas risadas.
Só espero conseguir continuar vendo os próximos filmes da Saga de agora em diante sem cair na gargalhada.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
The King's Speech é o vencedor do Toronto Film Festival
Terminou hoje a 35 edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, apresentando como grande vencedor a produção britanica/australiana "The King's Speech" (ainda sem título em português). Dirigida por Tom Hooper conta uma história verdadeira sobre a realeza britânica.
Durante a década de 20, Albert (Colin Firth), o Duque de York, era considerado o segundo sucessor ao trono de seu pai, o Rei George V (Michael Gambon) e tinha problemas para falar em público, pois gaguejava muito, caracteristica considerada inaceitável para um rei na época.
Um terapeuta australiano chamado Lionel Logue (Geoffrey Rush) então é chamado para tratá-lo e com o tempo começa a desenvolver uma inesperada amizade com Albert, que mais tarde com a morte do pai e a abdicação do irmão Edward VIII (Guy Pearce) para casar-se com a divorciada americana Wallis Simpson (Eve Best); acaba assumindo ainda que relutantemente o trono britânico como George VI.
E seu reinado começa já em uma tremenda crise, a Segunda Guerra Mundial, de onde George VI desponta como uma das maiores lideranças do mundo.
O tom escolhido para contar esta fábula da vida real é o da comédia e o enfoque do roteiro baseia-se especialmente na inusitada relação entre um dos homens mais poderosos do mundo e seu excentrico terapeuta, que com seus métodos nada convencionais transforma o nobre inseguro em um verdadeiro monarca.
Atração extra para os inúmeros fãs de Colin Firth que cultuam sua atuação como Mr Darcy na série "Orgulho e Preconceito" (95) é a presença de Jennifer Ehle (Myrtle Logue) no elenco. A atriz que vive o papel de Elizabeth Bennet ao seu lado na mais querida das adaptações da obra de Jane Austen. Helena Bonham Carter, Timothy Spall e Derek Jacobi completam o elenco.
Ainda não há um trailer oficial do filme disponível online, mas esta pequena matéria em vídeo feita pela agência Associated Press já serve para matar um pouco a curiosidade.
O filme chega aos cinemas americanos no dia 26 de Novembro de 2010 e ainda não tem uma data de estreia definida para o Brasil.
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Drika Maraviglia
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Quando dois gênios se encontram
Embora os dois personagens centrais deste filme sejam bastante conhecidos, cada um em seu campo de ação, vê-los juntos, em uma mesma história real, ainda causa estranheza.
E esta caprichada produção francesa, lança luz sobre este relacionamento da vida real e o usa como possível explicação para a inspiração na obra dos dois personagens.
Em 1913, acompanhamos a estreia do ballet "A Sagração da Primavera" do compositor russo Igor Stravinsky (Mads Mikkelsen), em Paris, com os bailarinos liderados por Nijinsky recebendo sonoras vaias da plateia que teria ficado indignada com a música que era completamente diferente de tudo o que se conhecia até então.
Entre os presentes, uma jovem e ainda desconhecida Coco Chanel (Anna Mouglalis) consegue perceber no artista russo a chama de sua genialidade. Tanto que em 1920, quando o compositor volta a Paris necessitando de abrigo, com sua familia, a estilista já famosa e rica, oferece-lhe uma de suas propriedades.
ossDai em diante é apenas uma questão de tempo para que os dois se vejam envolvidos romantica e sexualmente, enquanto Katarina (Elena Morozova), a esposa do compositor, assiste a tudo, enfraquecendo cada vez mais devido a tuberculose.
Com trilha sonora e fotografia primorosas, o filme do diretor holandes Jan Kounen retrata detalhadamente dois grandes artistas de nossa era, que com personalidade forte e muito talento, ajudaram a mudar a cara do mundo.
E para quem gosta de cinema, o filme é um belo cartão de visitas que convida a prestar atenção mais de perto no trabalho do cineasta.
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Drika Maraviglia
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sábado, 14 de agosto de 2010
Angelina Jolie, guerra fria e muita, mas muita pancadaria
Enquanto na prática a guerra fria se transforma cada vez mais em "História Antiga", o cinema propõe uma nova visita ao assunto, mas desta vez, em um thriller de ação ininterrupta e velocidade vertiginosa, de acordo com os padrões de exigência dos nossos dias.
Evelyn Salt (Angelina Jolie) é uma agente da CIA que trabalha em uma divisão especializada em monitorar ameaças originárias da Rússia e dos paises da antiga Cortina de Ferro.
Até que inesperadamente, o veterano espião russo Vassily Orlov (Daniel Olbrychski ) se entrega à agência e além de informar sobre os planos para assassinar o presidente da Rússia (Olek Krupa), também revela que diversos agentes foram infiltrados no país e que um destes é a própria Salt.
Aí começa uma enorme caçada com cenas de ação assustadoramente bem executadas, tiros, explosões, muita correria e Angelina Jolie mais uma vez no papel da moça durona, que deixa um rastro de destruição por onde passa.
O filme não foge muito da velha fórmula do agente super treinado que mesmo diante de outros agentes igualmente capazes consegue quebrar um por um, não importando em nada o tipo de armas que seu oponente carrega.
Mas as inúmeras reviravoltas do roteiro e a direção segura do veterano Phillip Noyce, ajuda a colocar tudo nos trilhos e o resultado é ótimo entretenimento, para ser devidamente apreciado com muita pipoca e refrigerante.
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Drika Maraviglia
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Sucesso de A Origem prova que cinema ainda pode ser criativo
Um dos mais criativos roteiros dos últimos tempos, com diversos níveis de interpretação e, suficientemente popular para atingir já em sua primeira semana de exibição invejáveis resultados nas bilheterias de todo o mundo, assim é o fenomenal “A Origem”.
Ansiosamente aguardado como a principal estreia da concorrida temporada de verão americano, o filme de ação tem um visual deslumbrante e é um projeto que vinha sendo desenvolvido por seu diretor/roteirista Christopher Nolan nos últimos 8 anos; antes mesmo de "Batman - Begins" (2005), seu primeiro envolvimento com a franquia que serviu para dar uma maior projeção a sua carreira.
Mas antes de chegar à franquia, Nolan já chamava atenção pela escolha de roteiros criativos, que costumam subverter narrativas, desconstruindo as fórmulas tradicionais, apresentando-se como um cineasta diferenciado desde "Amnésia" (2000), sua estreia no cinema.
Desta vez, ele mergulha em um outro tipo de mundo, bem mais sombrio e desconhecido do que o universo do heroi dos quadrinhos: o mundo dos sonhos.
Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) descobriu uma tecnologia que permite a mais ousada de todas as formas de espionagem, o roubo de segredos em sua fonte principal, direto da mente de executivos e técnicos, através dos sonhos.
Mas uma de suas ações termina de forma desastrosa e seu "alvo", o empresário japonês Saito (Ken Watanabe) exige que ele invada a mente de um de seus concorrentes, mas desta vez para inserir uma ideia.
Esta curta sinopse não entrega nenhum dos muitos segredos da história que vai se desenvolvendo em camadas diferentes, conforme a equipe se move dentro dos sonhos do executivo Robert Fischer (Cillian Murphy), com ação eletrizante, imagens de perder o fôlego, como a de ruas parisienses sendo dobradas sobre si mesmas e um final surpreendente.
Além disso, não leva em consideração os pequenos detalhes que transformam esta grande produção em uma experiência inesquecível, como o trabalho coeso de todo o elenco, com destaque para a performance acima da média de Leonardo DiCaprio e até mesmo a presença de "Non, Je Ne Regrette Rien", cantada por Edith Piaf, na trilha sonora.
Comparado exaustivamente pela crítica especializada com a Trilogia Matrix, pois como ela, mostra persongens que circulam por realidades paralelas; "A Origem" tem como a Saga dos Irmãos Wachowski, outras tantas camadas de leitura, além da mais óbvia, o que aumenta consideravelmente o interesse deste imperdivel blockbuster de ação.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
O Escritor Fantasma - Polanski novamente em grande estilo
O título em português pode dar ao público a impressão errônea de que o diretor Roman Polanski escolheu o sobrenatural como assunto de seu retorno às telas, por sinal, bastante complicado por conta de um processo de extradição para os EUA, que resultou em uma pós-produção feita com o cineasta em reclusão.
Em inglês e também em português, a expressão "ghost writer" designa a função do redator que é pago para escrever artigos, discursos e até mesmo livros que serão oficialmente atribuídos a outras pessoas.
No caso do filme, esta função é assumida por um personagem sem nome, interpretado por Ewan McGregor, um escritor que recebe uma proposta irrecusável para trabalhar na autobiografia de Adam Lang (Pierce Brosnan); o ex-Primeiro Ministro Britânico, que vive em uma mansão isolada do mundo, em uma ilha na costa dos EUA.
O projeto que parecia à primeira vista, uma boa oportunidade de ganhar dinheiro fácil, vai aos poucos se revelando uma grande dor de cabeça para o escritor, a partir do momento em que a imprensa começa a divulgar que o politico pode ser o responsável pelo sequestro e tortura de três cidadãos britânicos suspeitos de envolvimento com a Al-Qaeda; o que o torna um criminoso de Guerra, além disso, a morte de um dos assessores de Lang, antecessor dele na função de escrever o livro, fica a cada momento mais suspeita.
Soma-se a tudo um ambiente naturalmente sombrio, em que permanecer dentro de casa significa estar cercado por todos os lados de toda segurança que a tecnologia permite e também estar demasiadamente próximo da equipe que cerca o Primeiro Ministro, formada pela secretária Amelia Bly (Kim Cattrall), diversos assessores e a esposa Ruth Lang (Olivia Williams), que em pleno caos da crise se agita criando um clima de tensão tão insuportável que consegue tornar atraente uma inóspita área externa constantemente gelada onde chuvas torrenciais se alternam com uma névoa densa, e mesmo assim fornecem um certo alívio para a sensação claustrofóbica que Roman Polanski tinha a intenção de criar em seu público.
E assim como o mestre Alfred Hitchcock, o cineasta manipula sua plateia descaradamente através de uma verdadeira montanha-russa, mostrando exatamente o que é necessário para fazer com que a tensão sempre cresça.
O resultado é um suspense brilhante com cenas memoráveis, como a do bilhete passando de mão em mão em uma sala até chegar ao seu destinatário.
Aliás, o "passeio" guiado pelo diretor talvez esteja muito distante do discurso panfletário anti-Tony Blair que o autor Robert Harris pretendia quando escreveu "Ghost", o livro de onde saiu o roteiro, mas tenho certeza de que ninguém jamais reclamaria.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Eclipse - Estreia nos cinemas terceiro filme da Saga Crepúsculo
Chega aos cinemas de todo o mundo o aguardado terceiro filme da Saga Crepúsculo; Eclipse segue obtendo bons resultados nas bilheterias, bateu a marca de 2 milhões de espectadores no Brasil e soma 176 milhões de dólares pelo mundo afora, em sua primeira semana de exibição.
A adaptação do terceiro livro da série de Stephanie Meyer, continua do mesmo ponto em que terminou o capítulo anterior, "Lua Nova"; a jovem Bella Swam (Kristen Stewart), está cada vez mais envolvida com o vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson), a formatura se aproxima e enquanto o casal planeja os detalhes de seu casamento, um exército de vampiros se prepara para atacá-los.
A única chance de sobrevivência de ambos será contar com a ajuda de Jacob (Taylor Lautner) e sua tribo de lobisomens. Mas, o lobisomem musculoso e boa pinta não consegue tirar Bella de sua cabeça e o triângulo amoroso que se anunciou em "Lua Nova", torna-se ainda mais intenso e complicado.
Aliás, uma boa parte da graça de Eclipse é observar a interação das três pontas do triângulo, com diálogos divertidos que ajudam a dar leveza a uma história que pode até ser um pouco decepcionante se considerarmos que acontece muito pouco neste capítulo da Saga.
Outro detalhe interessante são os flashbacks que mostram as origens de alguns dos outros vampiros do clã Cullen, ajudando a situar no contexto da obra aqueles que acompanham a Saga apenas via cinema.
A direção de Eclipse ficou nas mãos de David Slade, que tem em seu currículo a boa adaptação dos quadrinhos "30 Dias de Noite", não por acaso uma história de vampiros, mas do tipo mais violento, com muito sangue e vísceras.
Enquanto isso, em Eclipse, os vampiros são puro autocontrole, praticamente assexuados, aliás, como convém às convicções religiosas da autora da série.
E isso significa nada de sexo antes do casamento... resta apenas Jacob, sempre sem camisa, exibindo seus músculos muito bem torneados... muito pouco e quase sem sal, para quem esperava ver nas telas mais hormônios adolescentes em "ebulição".
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Drika Maraviglia
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terça-feira, 8 de junho de 2010
Game Príncipe da Pérsia chega aos cinemas
Baseado no famoso game homônimo "Príncipe da Pérsia" jamais esconde suas origens. Em cenas grandiosas, especialmente as de seu protagonista, o príncipe Dastan (Jake Gyllenhaal), apresenta acrobacias fantásticas e só realmente possíveis nas telas de jogos.
Já o pano de fundo do roteiro repete uma história conhecida de todos, uma nação poderosa envia seus exércitos sobre um pequeno, mas importante país liderado por Tarmina uma princesa/sacerdotisa (Gemma Aterton) usando como desculpa a existencia de armamentos que ameaçavam seu Império.
Mas como na história recente do Iraque, as alegações são apenas uma farsa montada pelo poderoso império para tomar posse de um valioso tesouro protegido pela sacerdotisa.
Claro que o príncipe, originalmente um pobre garoto de rua recolhido pelo rei Sharaman (Ronald Pickup), também é traído pelas reais intenções de seu império e acaba ajudando a princesa/sacerdotisa a cumprir sua missão de proteger uma adága mágica dos homens maus que a desejam e podem causar a destruição do mundo se a conseguirem.
No caminho dos dois ainda aparece um divertido sheik (Alfred Molina), que com suas confusões ajuda a criar uma boa dose de risadas, mesmo sendo, a princípio, um dos vilões da história.
Mas a maior novidade desta eletrizante aventura é mesmo a direção do top de linha Mike Newell, uma espécie de adição luxuosa a uma produção que provavelmente dá o pontapé inicial a uma nova franquia do grande Jerry Bruckeheimer, o produtor de nada menos que "Piratas do Caribe".
Sua presença garante uma belíssima fotografia para distrair os olhos entre uma luta e outra, porém não chega a emprestar à Gyllenhaal o maior diferencial da outra franquia da Disney, o carisma de Johnny Deep.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Alice de Tim Burton chega finalmente aos cinemas brasileiros
Um dos filmes mais aguardados de 2010, a versão de Tim Burton para o clássico de Lewis Carroll chega aos cinemas brasileiros depois de uma performance tão boa nas bilheterias pelo mundo afora, que conseguiu o feito de colocar a produção no topo da lista dos maiores sucessos de sua produtora, a Walt Disney Pictures.
Mas isso não significa exatamente que ele atende às altas expectativas nele depositadas, com uma mão pesada e um estilo visual muito característico, o diretor Burton parecia até uma escolha óbvia para recriar o mundo de sonhos da literatura de Carroll com seus personagens amalucados e seus cenários psicodélicos.
E para garantir ainda mais a originalidade da nova versão, optou-se por uma história que foge do clássico mais conhecido e adaptado de Carroll e enfoca duas "sequências" mais obscuras dele: "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas" e "Alice no Outro Lado do Espelho", devidamente transformados em roteiro por Linda Woolverton, uma veterana dos Estúdios Disney, que já tinha em seu currículo dois grandes sucessos: "O Rei Leão" e "A Bela e a Fera".
Assim, a Alice de Burton, não é mais uma garotinha, ela cresceu e agora é vivida pela atriz australiana Mia Wasikowska, que aos 19 anos enfrenta uma situação bem delicada, em plena era vitoriana e com problemas financeiros, está prestes a ser pedida publicamente em casamento, mas acaba avistando o coelho branco (Michael Sheen) e o segue pelo campo, caindo mais uma vez no buraco que é a porta de entrada para a Underland (submundo em português), o nome correto da Wonderland (País das Maravilhas) de seus sonhos da infância.
Lá, ela reencontra todos os personagens de seus velhos sonhos, aguardando por ela; entre eles, o Chapeleiro Louco intepretado por Johnny Depp reeditando pela sétima vez a sua parceria de sucesso com o diretor Burton, em uma participação que embora tenha tido seu destaque maximizado na trama, ficou bem aquém dos resultados de "A Fantástica Fábrica de Chocolate", por exemplo.
A população da Underland precisa da ajuda de Alice porque está em plena guerra contra a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter) e existe até uma profecia que diz que a garota seria a única capaz de derrotar o terrível Jabberwocky (Christopher Lee).
Adaptado para o 3D, o filme tem em seus efeitos visuais o ponto mais alto, mas não chega a ser a obra-prima que se esperava; mesmo assim é ainda uma boa desculpa para ir até o cinema passar umas horas divertidas.
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Drika Maraviglia
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domingo, 18 de abril de 2010
Boa química entre os atores garante as risadas em Caçador de Recompensa
Em tempos de crise econômica, nada melhor para Hollywood do que juntar na tela atores de grande apelo popular, que juntos teoricamente atraem um grande público em uma trama simples, que fará as pessoas rirem, só pela perspectiva da situação.
É o caso deste "Caçador de Recompensas", uma comédia romântica que traz Jennifer Aniston como Nicole Hurley, uma repórter investigativa tão envolvida com seu trabalho que perde uma audiência com um juiz e por isso, acaba na condição de procurada pela polícia.
E não teria maiores problemas para continuar desvendando um complicado caso de corrupção policial se não fosse seu ex-marido Milo (Gerard Butler), que, demitido da polícia, ganha a vida entregando fugitivos da justiça em troca de recompensas e comemora a chance de colocar a ex em sua lista de capturas.
As fugas, confusões e correrias estão garantidas, bem como as piadas que envolvem casamento e divórcio, nada de muito elaborado, mas certamente com a graça garantida pela boa química entre os atores.
O filme dirigido por Andy Tennant, um veterano com larga experiência no gênero comédia romântica, acompanha todas as confusões criadas pela situação inusitada e divertida e é uma boa pedida para quem vai ao cinema atrás de uma distração leve, sem maiores complicações.
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Drika Maraviglia
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
Terror Caso 39 tem bons sustos e elenco excepcional
O diretor alemão Christian Alvart passou recentemente pelos cinemas brasileiros com a criativa ficção científica "Pandorum" e agora retorna com um terror apenas razoável.
"Caso 39" conta a história de Emily Jenkins (Renée Zellweger), uma assistente social que trabalha basicamente com crianças vítimas de abuso e que recebe ordens de investigar um possível caso de abuso de uma garotinha chamada Lilith
(Jodelle Ferland), que aparentemente estava sendo maltratada pelos pais.
Mas após flagar os pais da garota tentando matá-la, Emily envolve-se emocionalmente no caso e decide adotar a criança.
Mas, como no caso do terror recente "A Órfã", a tal garotinha pode não ser exatmente aquilo que Emily imagina.
Com uns pares de sustos razoáveis e um elenco de primeiro time, "Caso 39" está longe de ser uma obra-prima e talvez por isso, demorou tanto para chegar aos cinemas, já que teve sua estreia nos EUA postergada por vários meses.
Mesmo com o adiament, o flme teve uma recepção negativa, tanto d crítca como de público e o resutado foi uma arrecadação bem discreta nas bilheterias.
De qualquer forma, vale como curiosidade para conferir a versatilidade da ótima atriz Renée Zellweger, que além de uma comediante excepcional, provou que também pode fazer terror.
Mas já aconselho para ir rápido aos cinemas, porque é muito pouco provável que o filme consiga ficar em cartaz por muito tempo.
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Drika Maraviglia
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