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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quando me Apaixono - Estreia de Helen Hunt na direção não decepciona




Chegando em DVD no Brasil com pelo menos 3 anos de atraso, depois de uma passagem muito rápida pelos cinemas, "Quando me Apaixono" (Then She Found Me), o primeiro filme dirigido e protagonizado pela atriz Helen Hunt e que também tem no elenco Colin Firth, Matthew Broderick e Bette Midler.

Baseado no livro homônimo de Elinor Lipman, o filme é um projeto longamente acalentado por Hunt, que levou praticamente uma década para convencer a autora a vender-lhe os direitos de filmagem e a seguir, para captar recursos para a sua realização.

April Epner (Helen Hunt) é uma professora de 39 anos que se casa com seu melhor amigo e colega de trabalho, Ben Green (Matthew Broderick). Pressionada pela família e por seu próprio relógio biológico, ela passa a buscar engravidar o mais rápido possível, mas suas tentativas acabam em frustração, ainda mais quando o marido decide acabar o casamento.

Mas este é só o começo da confusão na vida de April, que também precisa entender-se com sua mãe biológica, uma apresentadora de TV (Bette Midler), que a reencontra, depois de abandoná-la ainda bebê, e quer um espaço em sua vida.

Ao mesmo tempo ela passa a interessar-se pelo pai divorciado (Colin Firth) de um de seus alunos, ele também vivendo uma grande crise, após ser abandonado pela esposa.

E para piorar tudo, April descobre que está grávida do ex-marido.

Com fortes elementos de drama humano sobre relacionamentos e alguma comédia, oferecida especialmente pela maravilhosa Bette Midler, inspiradíssima como a mãe amalucada, o filme tem algumas qualidades extras de interpretação que chamam atenção a primeira vista e claramente é uma boa estreia de Hunt atrás das câmeras, com pequenos detalhes aqui e ali que entregam a existência de uma sensibilidade extra para liberar as emoções do elenco, muito a vontade na frente da câmera.

Imperdível para os fãs de cada um dos astros envolvidos e para quem se interessa por ver o cinema falando com alguma emoção verdadeira sobre o complicado mundo dos relacionamentos humanos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lunar é sopro de ar fresco na Ficção Científica



O filme de estreia do diretor Duncan Jones, Lunar, tem chamado atenção dos cinéfilos em todos os lugares em que foi exibido e colecionado indicações e prêmios importantes como o BAFTA de Melhor Revelação.

Baseado e uma história do próprio Duncan, o filme mostra em um futuro próximo, um homem chamado Sam Bell (Sam Rockwell), às vésperas de completar uma temporada de três anos em uma base na Lua, trabalhando para uma empresa, onde opera grandes máquinas que extraem um tipo de gás da amosfera lunar, que por sua vez é levado até a Terra, onde é utilizado como fonte de energia.

A comunicação com a Terra é mínima e por isso, a única companhia de Sam é a voz humana do computador que controla a base chamado Gerty (Kevin Spacey) e Sam já conta as horas para reunir-se com sua família na Terra quando um acidente com uma das máquinas de captação do combustível o deixa desacordado.

O computador o salva, mas dali em diante, o astronauta passa a achar que está sofrendo alucinações quando encontra com uma cópia exata dele mesmo trabalhando com ele na base.

Com uma boa dose de mistério e estranheza, a verdade vai sendo revelada aos poucos ao público que acompanha com aflição suas descobertas.

No Brasil, Lunar saiu direto em DVD, sem passar pelos cinemas, o que é uma pena, já que para os espectadores esta prática costuma ser um indício de que se trata de uma obra menor, sem importância e desta forma, o filme acaba ignorado pelo grande público.

Mas vale conferir esta perturbadora obra que faz referência visual a clássicos do gênero como "2001 - Uma Odisséia no Espaço", "Solaris" e "Alien" e estilosamente se recusa a entregar nas mãos do espectador qualquer solução óbvia.

Uma curiosidade interessante é que o diretor Duncan Jones é filho de David Bowie um artista que já encarnou nas telas e em seus shows diversos alienígenas.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Filmes para curtir no Halloween


Amanhã é Halloween, o dia em que segundo a tradição americana, os mortos caminham entre os vivos. Uma festa antes exclusiva dos americanos, têm crescido ano a ano em importância entre os brasileiros.

Nada melhor então do que aproveitar o final de semana prolongado para aproveitar o clima e curtir um bom filme de terror em DVD.

Preparei então uma lista com meus 20 favoritos. Claro que os clássicos do gênero têm um espaço maior nesta lista, mas dei preferência aos filmes que são antes de tudo fáceis de encontrar por aí, nas locadoras, já que as distribuidoras brasileiras parecem não ter muita disposição de colocar no mercado muita coisa interessante que chegou a sair em VHS, mas nunca foi lançado em DVD.


1- O Iluminado (The Shining, 1980)
2- O Exorcista (The Exorcist, 1973)
3- O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby, 1968)
4- A Profecia (The Omen, 1976)
5- Drácula de Bram Stocker (Bram Stoker's Dracula, 1992)
6- Nosferatu (Nosferatu, Eine Symphonie Des Gravens, 1922)
7- Coração Satânico (Angel Heart, 1987)
8- Poltergeist, O Fenômeno (Poltergeist, 1982)
9- A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984)
10- Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London, 1981)
11- A Hora do Espanto (Fright Night, 1985)
12- Carrie, a Estranha (Carrie, 1976)
13- Os Outros (The Others, 2001)
14- Vampiros de Almas (Invasion of The Body Snatchers, 1956)
15- Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989)
16- Do Inferno (From Hell, 2001)
17- Os Pássaros (The Birds, 1963)
18- O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999)
19- Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987)
20- A Sentinela dos Malditos (The Sentinel, 1977)

sábado, 11 de abril de 2009

Sem Vestígios (Untraceable - 2008)



Com a internet ocupando um espaço cada vez maior na vida das pessoas neste final de década, é natural que o cinema a escolha como cenário para uma trama de um de seus gêneros mais populares, o suspense.

"Sem Vestígios" mostra o trabalho de uma agente especial do FBI, Jennifer Marsh (Diane Lane) especializada em cyber crimes, que se depara com uma denúncia sobre um site chamado "Kill With Me" (Mate Comigo) em que um gatinho é torturado até a morte na frente de câmeras.

Ela tenta tratar o assunto com seriedade, mas a dificuldade de encontrar o culpado, bem protegido por inúmeros truques e também a pouca importância que seus chefes dão ao crime inicialmente, a deixam sem armas para tentar resolver o caso.

Mas o psicopata não pára por aí, e logo, um ser humano é deixado para morrer na frente das câmeras e uma providência se torna necessária...

Discutindo com uma visão extremamente crítica os usos atuais da rede para propagação de conteúdo sensacionalista e violento, o filme além de ser um ótimo suspense, não tem soluções fáceis, joga para o público o início de uma discussão bem interessante.

Afinal, que tipo de conteúdo é mais consumido na rede? E na mídia tradicional? Vejo muita gente reclamando da programação da TV, especialmente dos tais "reality shows", que ao mesmo tempo em que são execrados, por sua absoluta inutilidade, continuam com uma enorme audiência.

Enfim, será que as emissoras e a própria internet não estão nos "servindo" quase exclusivamente com lixo porque têm certeza que este lixo será consumido ávidamente por gente que simplesmente tem preguiça de mudar o canal, ou procurar por coisas melhores e mais aproveitáveis?

Dririgido por Gregory Hoblit, um veterano no gênero, "Sem Vestígios" é ótima diversão, mas não só isso.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A Duquesa (The Duchess - 2008)



Ela era de uma família importante e bem relacionada na Inglaterra e ainda muito jovem, aceitou casar-se com um nobre, um homem de muita importância, bem mais velho, que casou-se apenas porque precisava de um herdeiro.

Não demorou muito para que a jovem descobrisse que tinha feito um péssimo casamento, mas sem nada em comum com o marido, ela decidiu devotar-se a outros projetos, seu carisma e bom gosto, acabariam por dar-lhe a fama de mulher mais elegante do Reino, lançando modas e tornando-se uma figura muito popular para a população.

Enquanto isso, o marido desfila acintosamente com suas amantes... Parece uma história bem conhecida, não é? Mas se vocês estão achando que estou falando em Diana Spencer, a inesquecível Princesa Diana é melhor pensar novamente.

"A Duquesa" conta a história de Giorgiana Spencer (Keira Knightley), uma antepassada de Diana, que durante o século XVIII viveu dramas espantosamente parecidos com os de sua descendente.

Humilhada constantemente pelo marido, o duque de Devonshire (Ralph Fiennes), que chega até mesmo a convidar uma amante para morar com ele e a esposa em seu palácio, ela só consegue encontrar alguma felicidade em seu romance com Charles Grey (Dominic Cooper), um político progressista e em um certo ativismo político que ela exercia em uma época em que as mulheres não tinham nenhuma voz ativa.

Visualmente muito bonito, com uma rica reconstituição de época, "A Duquesa" foi dirigido por Saul Dibb e é baseado no livro "Georgiana, Duchess of Devonshire" escrito por Amanda Foreman. O filme recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, ao prêmio de melhor ator para Ralph Fiennes.

sábado, 25 de outubro de 2008

Identidade (2003) - DVD



A idéia não é nova, personagens diversos, presos em um determinado local, sem qualquer forma de comunicação e a mercê de um assassino cruel, que nunca é mostrado e vai eliminando um a um de forma brutal.

Mas nem por isso, Identidade deixa de ser um bom suspense, acima da média.

Se a pergunta central deste filme é o velho clichê: quem é o assassino?, a resposta final foge bastante do óbvio e transforma a história em um entretenimento irresistível.

O cenário, um motel decadente na beira de uma estrada, homenageia Alfred Hitchcock e seu cultuado "Psicose", a chuva ininterrupta ajuda a aumentar a sensação de claustrofobia e é aparentemente o problema comum de um grupo de pessoas formado por um motorista particular e ex-policial (John Cusack), uma estrela de cinema decadente (Rebecca De Mornay), uma prostituta tentando mudar de carreira (Amanda Peet), um policial (Ray Liotta) transportando um condenado (Jake Busey), dois jovens recém-casados, uma família vítima de um acidente na estrada e o gerente do tal motel.

A interação entre os 10 personagens acabará por mostrar que entre eles há muito mais em comum do que o lugar em que ficaram presos e além da graça de tentar descobrir o assassino, ainda existem diversas surpresas reservadas para o final eletrizante.

Dirigido por James Mangold, Identidade é boa diversão para quem não se conforma em simplesmente sentir medo.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Jim Broadbent confirmado no elenco de Harry Potter e o Enigma do Príncipe

O ator britânico Jim Broadbent já está confirmado no papel de Professor Horace Slughorn, no sexto capítulo da franquia Harry Potter.

Broadbent ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante em 2002, por seu papel no filme Iris.

As filmagens de "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" já começaram, porém, Jim Broadbent é o primeiro ator a ser confirmado para assumir um dos personagens que entram neste sexto livro da trama.

Sua participação também está confirmada no novo Indiana Jones, onde fará um professor, colega de Harrison Ford, na Universidade de Yale.

Outra notícia que deve interessar aos fãs de Harry Potter é a de que o lançamento em DVD de "Harry Potter e a Ordem da Fênix" será adiado para meados de Dezembro. A razão de adiamento, segundo a Warner, é o grande número de extras e funções especiais que o filme terá.