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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lunar é sopro de ar fresco na Ficção Científica



O filme de estreia do diretor Duncan Jones, Lunar, tem chamado atenção dos cinéfilos em todos os lugares em que foi exibido e colecionado indicações e prêmios importantes como o BAFTA de Melhor Revelação.

Baseado e uma história do próprio Duncan, o filme mostra em um futuro próximo, um homem chamado Sam Bell (Sam Rockwell), às vésperas de completar uma temporada de três anos em uma base na Lua, trabalhando para uma empresa, onde opera grandes máquinas que extraem um tipo de gás da amosfera lunar, que por sua vez é levado até a Terra, onde é utilizado como fonte de energia.

A comunicação com a Terra é mínima e por isso, a única companhia de Sam é a voz humana do computador que controla a base chamado Gerty (Kevin Spacey) e Sam já conta as horas para reunir-se com sua família na Terra quando um acidente com uma das máquinas de captação do combustível o deixa desacordado.

O computador o salva, mas dali em diante, o astronauta passa a achar que está sofrendo alucinações quando encontra com uma cópia exata dele mesmo trabalhando com ele na base.

Com uma boa dose de mistério e estranheza, a verdade vai sendo revelada aos poucos ao público que acompanha com aflição suas descobertas.

No Brasil, Lunar saiu direto em DVD, sem passar pelos cinemas, o que é uma pena, já que para os espectadores esta prática costuma ser um indício de que se trata de uma obra menor, sem importância e desta forma, o filme acaba ignorado pelo grande público.

Mas vale conferir esta perturbadora obra que faz referência visual a clássicos do gênero como "2001 - Uma Odisséia no Espaço", "Solaris" e "Alien" e estilosamente se recusa a entregar nas mãos do espectador qualquer solução óbvia.

Uma curiosidade interessante é que o diretor Duncan Jones é filho de David Bowie um artista que já encarnou nas telas e em seus shows diversos alienígenas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Conheça a Matrix do século 21: A Origem



Uma ficção científica, estrelada por Leonardo DiCaprio, deve chamar atenção nos cinemas neste ano.

Trata-se de "A Origem" (Inception), que conta a história de uma empresa de tecnologia que desenvolveu uma maneira de penetrar na mente das pessoas através da observação dos sonhos.

O recurso é utlizado para espionagem e Dicaprio, presidente de uma empresa de arquitetura, resolve contratar os serviços para descobrir os segredos de um rival.

Com visual estiloso, o filme tem roteiro e direção de Christopher Nolan (Batman Cavaleiro das Trevas) e já está sendo chamado de Matrix do Século XXI.

Além de Leonardo Dicaprio, "A Origem" também tem em seu elenco Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Hardy, Cillian Murphy, Tom Berenger, Michael Caine e Lukas Haas.

O filme chega aos cinemas americanos o dia 16/07. No Brasil, a estreia está agendada para 06/08.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Substitutos (Surrogates - 2009)



No futuro, a realidade virtual tem um novo aspecto, mais físico, por assim dizer.

Depois da criação de robôs perfeitos, que são identicos a seres humanos, os humanos nem saem mais de casa.

Controlados à distância, estes robôs passam a ser o "corpo" destes humanos e fazem por estes humanos todo o trabalho, sem ficarem cansados ou envelhecerem.

Mas mesmo em uma sociedade onde todo mundo passa o dia todo, deitado, de pijamas, ainda podem existir problemas.

É o que descobre o agente do FBI Harvey Greer (Bruce Willis), quando é chamado para investigar um crime cometido contra o robô de um estudante universitário, que ao ser destruído, também destruiu seu dono, exatamente o filho do cientista que criou aquela geração de robôs.

As investigações do crime levam Greer a uma comunidade que resiste a novidade e proíbe a entrada de robôs.

Esta adaptação de um HQ homônimo levanta algumas questões importantes sobre a desumanização da sociedade e ao mesmo tempo é um ótimo passatempo, que funciona como um bom filme de investigação policial.

Mas não é só isso, a direção de Johnathan Mostow, que tem vasta experiência em filmes de ação que envolvem muitos efeitos especiais, como "O Exterminador do Futuro 3" (2003), garante que "Substitutos" também tenha sua porção farta de cenas de ação eletrizantes.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O Dia em Que a Terra Parou (2008)




Quando um diretor decide refazer um filme clássico, como é o caso de "O Dia em que a Terra Parou" (1951), sempre na lista dos 10 melhores filmes de ficção científica de todos os tempos, esperamos e chegamos até mesmo a torcer para que exista um bom motivo, além do óbvio, faturar muito em cima de uma obra já consagrada.

No caso do diretor Scott Derrickson parece que este motivo seria o de atualizar com efeitos especiais estonteantes, uma história que, não teria muito apelo visual e além disso já estaria datada por se referir diretamente à corrida armamentista durante a "Guerra Fria" como principal ameaça à sobrevivência do Planeta Terra.

Ok, os efeitos especiais são mesmo maravilhosos, mas os planos de atualizar a história ficaram no meio do caminho. A nova versão de "O Dia Em Que a Terra Parou" conta a história de uma cientista especializada em epidemiologia (Jennifer Connely) que é convocada às pressas pelo exército para ajudar em uma equipe que agiria para minimizar os efeitos de um garnde desastre: a repentina queda de um corpo celeste em altíssima velocidade em plena Nova York.

O tal corpo revela-se mais tarde como sendo uma estranha esfera, de onde saem um alienígena com aparência humana: Klaatu (Keanu Reeves) e um robô gigante. Claro que antes mesmo de compreender o que estava acontecendo o exército atira em ambos e o alienígena acaba necessitando de cuidados médicos.

Enquanto isso, o robô se revela indestrutível e se defende de cada ataque mostrando que os seres humanos não são páreo para aquele tipo de tecnologia. Políticos e militares decidem continuar tentando, mas a cientista começa a perceber que outro tipo de tratamento para a situação é urgente, para evitar que a Terra seja destruída e ajuda na fuga de Klaatu.

Outras esferas chegam ao planeta e começam a coletar as outras formas de vida e tudo começa a mudar de figura, a cientista precisa negociar com políticos uma forma de convencer os alienígenas de que os seres humanos, apesar de tudo, ainda merecem continuar existindo.

Vale como curiosidade, mas não chega nem aos pés do clássico de Robert Wise, este sim um filme obrigatório.