sábado, 20 de agosto de 2011

Em "Professora sem Classe", o politicamente incorreto chega à escola


Em tempos de crise econômica, Hollywood tem se concentrado em levar em consideração acima de tudo, a repetição de fórmulas que já passaram pelo teste das bilheterias e conseguiram sucesso.

E isso, depois da performance de "Se Beber Não Case" (2009) inclui o anteriormente muito mal visto, mundo do politicamente incorreto.

Em "Professora Sem Classe", Cameron Diaz é Elizabeth, louca para casar-se com algum ricaço, ela é obrigada a voltar a lecionar para sobreviver, quando seu noivo banqueiro a dispensa às vésperas do casamento.

Mas ela tem um plano: fazer um implante de silicone nos seios para aumentar suas chances de conseguir um marido rico.

Com esta ideia fixa na cabeça, ela chega na escola revelando-se uma péssima profissional, mau caráter, cheia de vícios e sem dar a mínima para seu trabalho, ou seus alunos, até o momento em que descobre que o sucesso deles pode render-lhe o dinheiro extra para sua cirurgia.

Cameron parece estar se divertindo muito no papel, enquanto contracena com um bom elenco que inclui Justin Timberlake, como um professor que Elizabeth descobre ser muito rico e por isso deseja conquistar a qualquer custo, e especialmente a comediante Lucy Punch, fazendo Amy, a professora certinha, mas terrivelmente competitiva que bate de frente com Elizabeth.

Dirigido por Jake Kasdan e roteirizado por Gene Stupnitsky e Lee Eisenberg, dupla responsável pelo seriado "The Office", o filme é entretenimento rápido e uma nova possibilidade para mostrar o mundo das escolas americanas sob uma ótica diferente.

Nada de professores heróis que lutam contra o mundo por seus alunos em situações dramáticas, a ideia aqui é rir um pouco, nem que seja de piadas de mau gosto.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Amor e Outras Drogas - A invenção do Viagra



Jamie Randall (Jake Gylenhaal) tem uma lábia fora do comum; filho de um médico, o rapaz busca sua independência trabalhando como vendedor em uma loja de eletrônicos, mas seu charme o coloca em uma confusão e ele acaba no olho da rua.

O ano é 1996 e o rapaz decide aproveitar sua facilidade com termos médicos, já que até começou a cursar a faculdade de medicina, para mudar de ramo, ele entra para o time de representantes do laboratório Pfizer.

Um mundo extremamente competitivo, onde não existe muita ética, só interesses comerciais de laboratórios de um lado e médicos prontos para serem subornados do outro.

Lutando para posicionar melhor os produtos de seu contratante em uma clínica, Jamie conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma jovem de 26 anos com Mal de Parkinson, que passa a ser seu interesse amoroso, embora nenhum dos dois tenha qualquer intenção de assumir um relacionamento sério, a princípio.

Maggie aos poucos humaniza Jamie, mas antes, ele consegue, graças a entrada do Viagra no catálogo de seu laboratório, o sucesso de vendas que tanto perseguia.

Um filme simpático, divertido e que apenas dá uma olhada, sem mergulhar muito fundo no mundo podre dos laboratórios para deixar algum espaço livre para o romance. Jake Gylenhaal e Anne Hathaway oferecem ótimas performances e ótima química,perfeitamente à vontade, mesmo nas inúmeras cenas de nudez.

Aliás, o elenco de apoio também é muito competente e tanto os veteranos Oliver Platt e Hank Azaria como o novato Josh Gad, conseguem arrancar boas gargalhadas do público.

O diretor Edward Zwick ajudou na adptação do roteiro, a partir do livro de não-ficção "Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman" de Jamie Reidy e deu um bom ritmo ao filme, que em sua filmografia recheada de épicos e dramas chorosos, aparece como um novo sopro de ar e diversão.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Atração Perigosa - Ben Affleck é o diretor de filme policial acima da média



Charleston é um bairro de Boston que conquistou uma fama bastante negativa; a de ser a origem de diversas gerações de ladrões de bancos e carros-forte.

Nesta vizinhança nasceu e cresceu Doug MacRay (Ben Affleck); um dos maiores exemplos da manutenção desta tradição e ao lado de um grupo de amigos de infância, que trata como se fossem membros de sua família, já que foi abandonado pela mãe e seu pai sempre estava ausente entre assaltos e a prisão, dedica-se a fazer assaltos muito bem planejados a bancos da cidade e como seu pai passa a viver a serviço de uma versão irlandesa da máfia comandada pelo florista Fergus 'Fergie' Colm (Pete Postlethwaite).

Em um assalto a banco, acontece uma complicação: para conseguir fugir a quadrilha sequestra a gerente do banco Claire Keesey (Rebecca Hall) e mais tarde, descobre que se trata de uma moradora do bairro. Temendo que a garota identifique os membros da quadrilha para o FBI, Doug aproxima-se dela e os dois acabam vivendo um romance.

O segundo filme de Ben Affleck como diretor mostra que seu futuro atrás das câmeras pode ser enfim, brilhante. Depois de criar muita expectativa conquistando o Oscar de melhor roteiro em 1998 por "Gênio Indomável", seu filme de estreia, o ator teve altos e baixos em sua carreira, sem nunca mais voltar ao mesmo nível do início.

"Atração Perigosa" pode recolocá-lo no caminho certo, especialmente pelo trabalho do elenco que colocou o filme na lista de diversos prêmios importantes desta temporada, como o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Jeremy Renner e o BAFTA para Pete Postlethwaite.

Adaptando o livro "The Prince of Thieves", de Chuck Hogan, Ben traz a narrativa para Boston, sua cidade natal e em terreno conhecido encena mais uma vez a trama do ladrão que quer mudar de vida, mas tem contra seus planos inúmeros obstáculos para abandonar o único modo de vida que conheceu.

Com cenas de ação eletrizantes, "Atração Perigosa" é um filme acima da média e pode até surpreender conseguindo algumas indicações ao Oscar.