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sexta-feira, 19 de março de 2010

Nem a presença de Denzel Washington salva "O Livro de Eli"



O mundo acabou há 30 anos, mas os poucos humanos que sobreviveram enfretam agora uma época de luta pela sobrevivência, onde água, comida e os restos da época em que ainda existia uma civiização, são bens preciosos disputados em batalhas mortais.

E neste cenário de horrores, em uma pequena vila que ainda reúne um grupo de humanos, aparece repentinamente Eli (Denzel Wahington) um estranho andarilho, que logo chama atenção de Carnegie (Gary Oldman), o líder de uma gangue de bandidos que vivem de atacar qualquer pessoa que cruze seu caminho.

Curiosamente, os bandidos de Carnegie têm ordens de procurar e recolher todos os livros que caírem em suas mãos pois o chefe busca um determinado livro que, segundo ele, teria poderes muito especiais e seria capaz de transformá-lo no homem mais poderoso da Terra.

Enquanto isso, Eli, não quer saber de encrenca, já que em algum momento do passado ele recebeu como missão carregar exatamente o livro que Carnegie procura a um lugar específico no Oeste.
Sendo que sua chegada a este lugar seria a última chance de salvação da humanidade.

Dirigido a quatro mãos pelos irmãos Albert Hughes e Allen Hughes, o filme até que tem um visual interessante, com as cores propositadamente modificadas, para tons acobreados, que aumentam ainda mais a sensação de desolação.
Além disso, todos os personagens usam estilosos óculos escuros quando estão fora das construções, para evitar perder a visão sob um sol escaldante.

A novata Mila Kunis faz o papel de Solara, a mocinha que decide ajudar o heroi em sua importante missão.

As lutas que acontecem são no melhor estilo kung fu. Apesar do visual e do estilo, não há o que salve este western pós-apocalíptico da tolice de seu roteiro e me espanta ver atores consagrados e respeitados como Denzel Washington e Gary Oldman participando de um projeto tão ruim.

Especialmente Denzel Washington, que se comprometeu tanto com a produção, a ponto de fazer aulas de lutas marciais para dispensar o uso de dublês nas inúmeras cenas de batalha.

"O Livro de Eli" entra com méritos próprios na lista dos piores filmes já produzidos da História do Cinema e só não consegue ganhar de "Waterworld" (1995), o pior de todos, porque tem apenas 118 min. de duração, contra os 135 min. do filme de Kevin Costner.

É... pensando bem... poderia ser pior.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

2012 - O espetáculo da destruição



Relacionado há algum tempo na lista dos filmes mais aguardados do ano em um ano em que não faltaram mega estreias, a superprodução 2012 chegou na última sexta-feira, com grande alarde, aos cinemas do mundo inteiro.

O resultado se refletiu nas bilheterias, até agora, com apenas 5 dias de exibição, o filme já rendeu 235 milhões de dólares, 74 milhões apenas no final de semana de estreia.

E se os trailers já adiantavam que o filme teria algo de grandioso, eles revelavam muito pouco do tamanho do espetáculo de destruição que estava por vir.

Essencialmente visual, o roteiro pode se revelar decepcionante, especialmente para quem esperava por maiores detalhes sobre a tal da Profecia Maia, que teria selecionado o ano de 2012, mais especificamente o dia 21/12, como o último da História da humanidade no Planeta.

O filme acompanha a história do geólogo americano Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) que descobre com colegas na Índia que uma estranha "tempestade solar" provocou o bombardeamento da Terra por Neutrinos, que por sua vez, estão causando um aquecimento anormal do núcleo do planeta.

Os governos das nações mais poderosas da Terra são avisados, mas mantem a situação em segredo, enquanto criam grandes naves onde embarcarão os chefes de estado, cientistas e quem puder pagar 1 bilhão de euros por sua passagem.

Logo chega 2012 e Jackson Curtis (John Cusack), um escritor que não faz muito sucesso e por isso, trabalha como motorista de limousine para um milionário russo, descobre que os terremotos que acontecem com cada vez maior frequencia são um problema realmente sério e decide escapar com a ex-esposa Kate (Amanda Peet) e os filhos, para tentar sobreviver ao caos que agora reina.

Roland Emerich, mais uma vez, coloca "fogo" em tudo e mesmo assim consgue construir uma história onde deixa bem claro quem são os mocinhos e quem são os bandidos e assim como em "Independence Day" (1996), os primeiros além de um "bom coração" têm aquela sorte que os faz escapar sempre por um triz de toda e qualquer situação, mesmo as mais desesperadoras.

Para sentar no cinema, com o maior pacote de pipoca possível e curtir o espetáculo visual, já que as quase 3 horas de filme não oferecem muito mais do que isso.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Produtora de Hollywood quer filmar história que ainda não terminou

Depois da crise econômica, as produtoras de cinema parecem estar tentando recuperar o tempo perdido. A Mandalay Pictures comprou os direitos de uma história que ainda nem está concluída.

A ficção científica "Machine Man", está sendo escrita online por Max Barry e só será publicada em livro em 2011 pela Vantage Books.

O futuro livro conta a história de um engenheiro cansado de viver uma vida comum, como um homem normal e que ninguém nota, quando tem a ideia de fazer melhorias no próprio corpo e ao invés de ir até a academia, como as pessoas comuns fazem, resolve o problema substituindo partes de seu corpo por próteses construidas em titânio, por ele mesmo.

O mais interessante é que "Machine Man" é um experimento literário de Barry, está sendo revelado aos leitores, uma página por dia e costuma aceitar as sugestões que recebe, isso significa que é provavel que ninguém, nem a própria Madalay, sabe como a história termina.

O filme já tem produtores Peter Guber e Cathy Schulman , mas nem diretor, nem elenco foram definidos.

Segundo Schulman, que já está desenvolvendo o projeto, Barry "é uma das vozes mais inovadoras da ficção de hoje. Max escreveu uma história que deve agradar muito aos "web geeks" e a todo mundo que curte um suspense."

Aliás, a obra de Barry está se provando bastante "cinematográfica", "Company" foi adquirido recentemente pela Universal que está preparando sua adaptação para as telas ao lado da produtora Shady Acres e "Jennifer Government" já está nas mãos da Warner, em um filme que já tem o envolvimento de George Clooney e do diretor Steven Sodebergh.

Se você, como eu, ficou curioso com o livro, escrito online, pode conferi-lo no site http://maxbarry.com/machineman/

PS: E por falar em livros que são desenvolvidos aos poucos online, estou escrevendo um destes, o segundo, em meu outro blog Contos do Jardim Secreto.
A Chave, é uma história de amor com toques de Alquimia, que mostra ainda o lado "mágico" da nossa vida diária.
Também ainda não está concluída, mas terá mais um capítulo postado ainda nesta semana, confiram!